Fundação Zerbini critica soluções apresentadas por Mantega

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Publicado quinta-feira, 16 de novembro de 2006 as 22:02, por: cdb

O presidente da Fundação Zerbini, Adelmar Sabino, divulgou nota nesta quinta-feira e que critica as soluções apresentadas pelo ministro da Fazenda Guido Mantega e pelo governador de São Paulo, Cláudio Lembo, para solucionar a crise financeira da entidade.

Mantega apontou problemas estruturais na gestão da Fundação prometeu a constituição de uma comissão para apontar soluções e acenou com a possibilidade de liberar R$ 20 milhões em curto prazo para socorrer a entidade, cujas dívidas atingem cerca de R$ 270 milhões. Lembo, por sua vez, prometeu bancar medicamentos e parte dos salários pagos pela fundação. “Infelizmente o ministro foi mal informado”, diz a nota.

As críticas recaem também sobre o secretário estadual da Saúde, Luiz Carlos Barradas Barata. “Barradas tem conhecimento de que 70% dos 600 profissionais (sendo 300 deles enfermeiras) que atuam no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas diretamente no atendimento exclusivamente pagos por esta fundação ficarão sem seus salários, já que a proposta para solução da crise fica agora na dependência da criação de uma comissão para levantar informações que já estão à disposição das autoridades há tempo.”

Ainda de acordo com a nota, “a proposta de pagamento dos 2.148 funcionários do Incor – que também são funcionários públicos do Estado e que recebem complementação salarial da Fundação Zerbini -, pela modalidade de Prêmio de Incentivo Especial é inviável, já que vincularia os recursos captados pela Fundação Zerbini do SUS que estão, por sua vez, vinculados a pagamentos de encargos e dívidas com a União. Estes recursos não pertencem ao Estado, que é mero repassador de verbas da União.”

Sabino reclama também de não ter sido convidado para a reunião. “Lamentamos que numa reunião desta importância para resolver problemas da Fundação Zerbini e do Incor, nenhum representante destas duas entidades tenha sido convidado.” Sabino também questionou a falta de informações a respeito das medidas já adotadas pela entidade para controlar a crise.