Funcionários do BNDES decidem manter greve até segunda-feira

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Publicado sexta-feira, 20 de outubro de 2006 as 18:05, por: cdb

Os funcionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) decidiram, nesta sexta-feira, dar prosseguimento à greve iniciada nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro. Eles marcaram para a próxima segunda-feira, nova assembléia que irá avaliar os desdobramentos do movimento.

Segundo informou o assessor político e de comunicação da Associação de Funcionários do BNDES (AFBndes), Washington Santos, houve avanços na contraproposta apresentada pela direção da instituição, que considerou um sinal positivo.

– A proposta do banco crescer nas questões econômicas foi interessante, é um bom caminho -, disse.

O banco aumentou a proposta de reajuste de 3,84% para 4,5%, elevando também a proposta de abono de 50% da remuneração para 80%. A Comissão de Negociação da AFBndes analisa que a nova proposta do banco, embora não seja o ideal, recompõe em parte as perdas sofridas pela categoria. Mesmo assim, a contraproposta foi rejeitada por maioria de votos porque a direção do BNDES não apresentou nenhuma proposta referente ao quadro único de servidores para corrigir a distorção existente entre os dois quadros de pessoal (funcionários de carreira antigos e empregados concursados novos), cujos planos de salários são diferenciados.

– Existe uma reivindicação para ter um quadro único. No ano passado, o banco prometeu fazer um ajuste nas curvas para dar uma melhorada, para não deixar que as curvas ficassem tão separadas, tão díspares -, explicou Santos. Ele acrescentou que até agora a direção do BNDES não cumpriu a promessa feita durante a negociação salarial de 2005.

De acordo com os empregados do banco, a instituição, que apresentou lucro de R$ 3,317 bilhões no primeiro semestre deste ano, superando o lucro de R$ 3,132 bilhões do maior banco privado do país, o Bradesco, tem condições de propor um acordo coletivo de trabalho digno para seus funcionários.

O aumento do lucro do BNDES foi de 81,1% em relação aos seis primeiros meses de 2005.