Fotógrafos do acidente de Diana serão julgados nesta sexta

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quinta-feira, 23 de outubro de 2003 as 22:26, por: cdb

Três fotógrafos que tiraram fotos da princesa Diana e seu namorado Dodi al Fayed dentro do carro que estavam, pouco antes do acidente fatal em 1997, serão julgados em um tribunal de Paris na sexta-feira por invasão de privacidade.

O caso contra Jacques Langevin, da agência Sygma, Christian Martinez, da agência Angeli, e o freelancer Fabrice Chassery surgiu de uma queixa feita pelo pai de Dodi, o milionário dono da loja Harrods, Mohamed al Fayed.

O julgamento será possível devido a um precedente estabelecido na lei francesa: o interior de um carro é privado, ainda que em uma rua pública. Se forem considerados culpados, podem enfrentar um ano de prisão e 45 mil euros (53 mil dólares) de multa.

Diana, al Fayed e o motorista Henri Paul morreram no acidente em alta velocidade em 31 de agosto de 1997, enquanto a Mercedes em que estavam, era perseguida por paparazzi em motocicletas pelo centro de Paris.

O egípcio Mohamed al Fayed não pôde culpar os fotógrafos por homicídio culposo por perseguirem o carro, pois o supremo tribunal francês decidiu que estavam muito longe para terem causado o acidente.

A sessão de sexta-feira acontece após repetidas controvérsias sobre a morte da princesa Diana, principalmente depois da revelação feita pelo ex-mordomo da princesa sobre uma carta onde ela previu sua morte.

Burrell disse que a princesa deu a ele uma carta escrita em outubro de 1996 na qual ela afirma que alguém planejava matá-la em um acidente de carro para permitir que seu marido, o príncipe Charles, herdeiro do trono da Grã-Bretanha, se casasse de novo.

A revelação levou Mohamed al Fayed, que alegou repetidas vezes que Diana e seu filho foram mortos pelo serviço secreto britânico, pois o relacionamento dos dois constrangia a família real do país, a pedir novamente um inquérito público sobre o caso. O governo britânico rejeitou o pedido.

Evidências do inquérito inicial apontaram que o motorista Henri Paul estava bêbado no momento do acidente, o que seus parentes negam.