Fórum Social Mundial ainda não tem destino definido em 2006

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Publicado terça-feira, 25 de janeiro de 2005 as 19:40, por: cdb

O destino do Fórum Social Mundial em 2006 ainda não está definido. No ano que vem, será realizado de forma descentralizada em pelo menos três continentes. Os países em que esses fóruns ocorrerão, no entanto, não foram anunciados pelo Conselho Internacional (CI) do FSM. Composto por 129 entidades dos cinco continentes, o conselho é a principal instância de organização do Fórum.

Mesmo descentralizado, o FSM continuará a ocorrer no período em que se realiza, em Davos, na Suíça, o Fórum Econômico Mundial. Até abril, quando Paris recebe uma nova reunião do Conselho Internacional, os países interessados em abrigar o Fórum Social Mundial devem apresentar suas candidaturas. Marrocos e Venezuela já manifestaram interesse.

– Esse é o passo a dar agora – afirma Chico Whitaker, da Comissão de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e membro do Conselho Internacional.

– Nosso problema é expandir e enraizar esse processo no mundo inteiro, efetivamente. A mundialização pode ser feita de várias maneiras, e uma delas vai ser essa, de fazer em 2006 uma bateria de fóruns, começando pela data de Davos e seguindo por todo o ano.

Para Bernard Cassen, presidente honorário da Ong francesa Ação pela Taxação das Transações Financeiras em Apoio aos Cidadãos (Attac), o momento é de descentralizar “ao máximo” o processo do Fórum.

– Um dos problemas é como incorporar novas regiões do mundo a este grande movimento antineoliberal. Nesse sentido, é importante que ocorram coisas na África, no Oriente Médio, na Europa Oriental – defende.

Devido à mudança, a organização do Fórum sofrerá alterações. O Secretariado Internacional, composto pelas entidades brasileiras e indianas que organizaram as edições anteriores do evento, deve ser alterado. Até abril, porém, segue com suas atribuições executivas. Em 2007, o Fórum Social Mundial será realizado na África, mas ainda não há definição sobre o local. Cogita-se que ocorra em Nairóbi, capital do Quênia.