Fluminense vence clássico “vovô”

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Publicado sábado, 26 de outubro de 2002 as 19:04, por: cdb

Numa partida eletrizante, como um clássico deve ser, o Fluminense venceu o Botafogo por 3 x 2 neste sábado, no Maracanã. O Alvinegro chegou a estar na frente do placar duas vezes, mas Romário, que teve atuação discreta a maior parte do jogo, salvou o Tricolor com um gol de pênalti a dez minutos do final.

Com este resultado, o Fluminense dá um salto na tabela e chega às portas da zona de classificação, no 10º lugar, com 28 pontos em 19 jogos. Já o Botafogo, mantém-se na zona de rebaixamento, na 24ª colocação, com 22 pontos em 19 jogos.

O jogo começou com pressão total do Tricolor. Até os 5min, o Alvinegro ainda não tinha tocado na bola em seu campo de ataque, e parava as ofensivas do adversário com faltas violentas.

E foi numa dessas faltas, de Romeu em Fernando Diniz, que o técnico Renato Gaúcho foi obrigado a fazer sua primeira substituição, aos 10min. O meia do Fluminense sofreu uma torção no joelho direito e teve de deixar o campo, dando lugar a Zada.

O Botafogo, por sua vez, começou a melhorar na mesma proporção que o Fluminense passou a errar mais passes. Mas, a primeira boa oportunidade de gol foi do time das Laranjeiras, aos 16min.

Beto recebeu na esquerda e tocou para Romário no meio. O chute saiu errado, mas o zagueiro Cléberson furou e a bola sobrou para o Baixinho, que perdeu a dividida com o goleiro Carlos Germano.

Impaciente, a torcida tricolor começou a manifestar sua insatisfação com a inoperância do ataque e, aos 25min, já berrava “Ah! Magno Alves”, mostrando-se contrariada com a barração do atacante, que perdeu a posição para Roni.

A revolta aumentou com o gol do Botafogo, aos 32min. Galeano marcou de pênalti, após toque de mão do zagueiro Zé Carlos, num chute de Reinaldo na grande área. Neste momento, o time de General Severiano já dominava o Maracanã.

Mas, aos 39min, o Fluminense empatou o jogo. Gilmar fez falta violenta em Beto, na entrada da grande área. Na cobrança, Zada lançou a bola no meio e o zagueiro César subiu para cabecear no canto esquerdo de Carlos Germano.

Um minuto depois, o Tricolor perdeu mais um jogador. Marcão saiu de campo com um estiramento na coxa direita e Magno Alves teve a chance de voltar ao time antes do que esperava.

No segundo tempo, Beto foi deslocado para a cabeça-de-área, suprindo a ausência de Marcão. Com três atacantes, o Fluminense tocava bem a bola no campo do adversário. Logo aos 2min, Roni recebeu na esquerda, matou a bola no peito, avançou pelo meio e chutou rasteiro para a defesa de Carlos Germano.

Magno Alves recebeu no meio e quis tocar para Romário, que estava impedido. Mas quando o companheiro ficou em posição legal, apareceu o marcador do Botafogo e Magno acabou chutando para fora.

Aos 16min, foi a vez de Romário desperdiçar ótima chance de desempatar. Zada tocou para o Baixinho, que da marca do pênalti, perdeu o gol mais feito da partida, chutando para fora, à direita de Carlos Germano.

Confirmando o ditado “quem não faz leva”, o time alvinegro chegou ao segundo gol, aos 17min, com Léo Inácio cobrando falta. Um minuto depois, Romário voltou a perder um gol. Roni rolou a bola para o meio da pequena área, mas o Baixinho não conseguiu chegar a tempo para finalizar.

O Tricolor continuou criando boas jogadas ofensivas e, aos 25min, Magno Alves deixou tudo igual, chutando forte da grande área, após receber passe de Roni. Na jogada seguinte, Zada quase ampliou, mas o Botafogo foi salvo pela defesa de Carlos Germano.

Romário, a grande preocupação do time Alvinegro antes do jogo, passou 80 minutos em branco. Mas foi o responsável pela vitória do Fluminense ao sofrer pênalti de Carlos Germano, que ele mesmo converteu, aos 34min.

BOTAFOGO 2 x 3 FLUMINENSE

Botafogo
Carlos Germano, Odvan, Gilmar e Cléberson; Bruno (Rodrigão), Romeu (Almir), Galeano, Reinaldo (Dudu) e Léo Inácio; Lúcio e Ademílson
Técnico: Ivo Wortmann

Fluminense
Kleber, Flávio, César, Zé Carlos e Marquinhos; Fabinho, Marcão (Magno Alves),