Fluminense vence Azulão por 3 x 0

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Publicado domingo, 24 de novembro de 2002 as 18:08, por: cdb

Desta vez, Adhemar não fez gol de falta. No sexto confronto da história entre Fluminense e São Caetano, o Tricolor venceu pela primeira vez – 3 x 0, neste domingo, no Maracanã, – e espantou o fantasma que representava o Azulão.

Os dois times voltarão a se enfrentar quarta-feira, no Anacleto Campanella, decidindo uma vaga para a semifinal do Campeonato Brasileiro e o Fluminense pode perder até por 2 x 0 que ainda assim estará nas semifinais do Campeonato Brasileiro.

O primeiro tempo pode ser resumido pelo número de chutes a gol dos atacantes Romário e Adhemar. Após um aperto de mãos, o Baixinho do ABC Paulista levou ampla vantagem sobre o malandro carioca.

Adhemar cobrou três escanteios, bateu quatro faltas e em todos os lances levou grande perigo para o goleiro Kleber, que salvou a pátria tricolor em pelo menos três oportunidades.

Do outro lado do campo, impiedosamente marcado, Romário parecia contaminado pela apatia tricolor e, sonolento, não deu sequer um chute a gol e chegou a se complicar em lances fáceis.

Logo aos 2min, Adhemar cobrou a primeira falta, à direita da área. A seqüência do lance gerou uma falta na ponta esquerda e o “comedor de chumbo” cobrou novamente. Kleber salvou para escanteio.

A rigor, o Fluminense levou perigo em apenas duas oportunidades. Na primeira delas, aos 9min, Yan cruzou de perna esquerda do lado direito da área e Roni cabeceou com perigo, mas por cima do gol de Sílvio Luiz. Na outra, aos 43min, o goleiro do Azulão fez uma bela ponte para evitar que Yan marcasse após uma bela cobrança de falta da intermediária.

Com mais posse de bola, o Azulão ameaçou ainda com chutes de Robert e Fábio Santos. No final, troca de camisas entre Romário e Adhemar e uma declaração sintomática de Renato Gaúcho: “Tranqüilidade não é sinônimo de preguiça. É um jogo de paciência, mas nós precisamos fazer o resultado”.

Buscando maior velocidade, Renato colocou Carlos Alberto no lugar de Marciel no intervalo e o Flu voltou com mais mobilidade no meio de campo. Apesar de marcado individualmente por Magrão, a revelação deu outra configuração ao time, que pareceu mais disposto, à exceção do ainda sonolento Romário.

Nos primeiros 20min, no entanto, nenhuma oportunidade clara de gol foi criada por qualquer das equipes. Mais do que satisfeito com o resultado, Mário Sérgio tirou o carrasco Adhemar e o atacante Robert e recuou o time, colocando o meia Anaílson e deixando Robert sozinho no ataque.

Aos 22min, porém, Romário despertou. Dominou a bola na entrada da área do São Caetano e deu um passe milimétrico para Magno Alves abrir o placar e fazer seu 11º gol na competição. A esta altura, Adhemar não estava mais em campo.

No lance seguinte, um grande susto para os tricolores. Lúcio cobrou uma falta da intermediária, Kleber soltou, Anaílson driblou o goleiro e cruzou errado. No contra-ataque, Romário levou um pontapé de Iriney no meio-campo e houve um princípio de confusão.

Irritado, o Baixinho resolveu responder na bola. Aos 30min, após um ataque perigoso do São Caetano, Romário ganhou a bola do mesmo Iriney e serviu Roni, deu um drible da vaca em Fábio Santos e tocou na saída de Sílvio Luiz: Flu 2 x 0.

Quando os torcedores já festejavam a vitória por 2 x 0, Romário cobrou uma falta na entrada da área, Sílvio Luiz soltou e Magno Alves fechou o caixão do Azulão. Do banco de reservas, o Baixinho do ABC assistiu ao solo do malandro carioca.

FLUMINENSE 3 x 0 SÃO CAETANO

Fluminense
Kleber; Flávio, César, Zé Carlos e Marquinhos; Marcão, Marciel (Carlos Alberto), Yan e Beto; Roni e Romário
Técnico: Renato Gaúcho

São Caetano
Sílvio Luiz; Marlon, Serginho, Dininho e Lúcio; Fábio Santos, Claudecir, Iriney e Magrão; Adhemar e Robert (Vagner)
Técnico: Mário Sérgio

Data: 24/11/2002 (domingo)
Local: Maracanã
Público: 61.475
Renda: R$ 555.889
Juiz: Luciano Almeida (Fifa-DF)
Cartões amarelos: Beto, Romário, Magrão, Yan, Iriney e Serginho.
Gols: Magno Alves, aos 22min e aos