Final da Copa das Confederações será um tributo a Foe

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Publicado sábado, 28 de junho de 2003 as 15:20, por: cdb

Durante seu pronunciamento deste sábado, em Paris, após encontro do Comitê Executivo da Fifa, o presidente da entidade, suíço Joseph Blatter, comentou alguns procedimentos “fora do protocolo tradicional”, que serão tomados neste domingo, no Stade de France, durante a final da Copa das Confederações entre França e Camarões.

A idéia é transformar a partida em um tributo ao atleta camaronês Marc-Vivien Foe, que morreu no gramado após passar mal durante a partida semifinal contra a Colômbia.

A primeira alteração será percebida logo que as seleções entrarem no gramado. Em vez de se postarem paralelamente à linha lateral, todos os jogadores irão ao centro do campo para a realização de um minuto de silêncio em homenagem ao colega morto.

E lá permanecerão durante a realização dos respectivos hinos nacionais.

Os uniformes também terão alterações. Enquanto os franceses entrarão com braçadeiras pretas em sinal de luto (atitude que deverá ser tomada também por turcos e colombianos na disputa pelo terceiro lugar, em Saint-Etienne), os camaroneses estamparão o nome de Foe nas camisas.

Uma medalha, seja ela de prata ou de ouro, também será oferecida a Foe.

Quando à possibilidade de a Copa das Confederações passar a levar o nome do jogador, Blatter disse que a proposta não deverá seguir adiante.

“Na Fifa não temos o hábito de dar nome de pessoas às competições”, explicou. “A última foi a Jules Rimet. Depois não adotamos mais esse procedimento.”

O presidente da Fifa voltou a enfatizar que em nenhum momento trabalhou-se com a possibilidade de não realizar a partida decisiva, como chegou a ser especulado.

– Claro que foi uma tragédia. Mas a vida tem de continuar. Em 1972, nos Jogos de Munique, houve atentado terrorista. Prestaram-se homenagens, mas as competições prosseguiram – disse Blatter.

Em relação à controvérsia sobre o atendimento médico prestado a Foe, contestado fortemente na França, Blatter foi político.

– Não posso comentar nada em cima de hipóteses, pois se trata de um assunto muito delicado. Precisamos aguardar os resultados das autópsias para poder dizer alguma coisa.