Fiesp quer mudar MP 232, política econômica e abertura para a China

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Publicado sexta-feira, 4 de fevereiro de 2005 as 18:44, por: cdb

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf pediu nesta sexta-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que reavalie a medida provisória 232, a política econômica e a abertura do comércio brasileiro para a China.

– Eu gostei da reação do presidente. Na próxima semana, ele vai me convocar, junto com o ministro Palocci e outros empresários, para discutir a MP 232. Eu senti aquilo que realmente vem confirmar a impressão que tenho do presidente Lula: homem de muito bom senso – disse Skaf, após ser recebido pelo presidente no Palácio do Planalto.

A conversa continua no avião presidencial: Skaf foi convidado por Lula a seguir com ele, no final da tarde, para São Paulo, onde o presidente será submetido a uma cirurgia.

A MP 232, publicada no Diário Oficial da União em 31 de dezembro de 2004, estabelece novas bases e regras para o cálculo de impostos para empresas prestadoras de serviços. Ela aumenta a base de cálculo do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre Lucro Líqüido (CSLL) de 32% para 40% para as empresas de serviço que optam pelo regime de lucro presumido.

Pelo possível aumento de gastos para as indústrias, a Medida Provisória foi um dos principais assuntos conversados no encontro entre Lula e Skaf. As relações comerciais com a Argentina e com a China também tomaram um bom tempo. Na próxima semana, o presidente da Fiesp se reúne com o ministro Luiz Fernando Furlan para debater esses dois temas. De acordo com Skaf, há preocupação no meio empresarial em relacção ao crescimento das importações chinesas.

– Há a necessidade de regulamentar as salvaguardas – alerta o empresário.

Na segunda parte da conversa, durante o vôo para São Paulo, Skaf pretende falar sobre a política econômioca. Para o presidente da Fiesp, é necessário reavaliar a política de juros altos:

– Nossa preocupação é com a questão dos gastos. Juros e câmbio são efeitos. Os gastos são a causa – argumentou Skaf, para quem:

– O binômio juros altos com vâmbio arto é, sem sdúvida, negativo. Esse é um problema antigo. Em 1998, os gastos do govenro federal representavam 16% do Produto Interno Bruto (PIB). Hoje esse indíce estava em 23%. Pretendemos conversar e sugerir contribuições nesse sentido.