FHC se desculpa com militares e promete reajuste para 2002

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Publicado quinta-feira, 13 de dezembro de 2001 as 13:40, por: cdb

O presidente Fernando Henrique Cardoso participou, no Clube Naval, de reunião de confraternização de final de ano com os oficiais-generais das três Forças Armadas. No encontro, o presidente prometeu para o ano que um plano de reequipamento do Exército e admitiu que se sente em falta com a força terrestre. “Vou manter a minha palavra”, assegurou.

Ele prometeu que não deixará o governo sem ter pago a última parcela do reajuste dos militares, de cerca de 7%, que estava prevista para janeiro de 2002 e havia sido adiada para janeiro de 2003. Agora, o presidente garante que pagará essa última parcela no segundo semestre de 2002.

O presidente afirmou que as recentes promoções dos oficiais-generais não têm interferência extra-profissional. O presidente afirmou que a ascensão ao generalato e aos demais postos nas Forças Armadas se “deve, unicamente, ao merecimento e ao esforço de cada um”. Ele ressaltou que as Forças Armadas estão cada vez mais profissionalizadas, o que, no entender dele, traz uma confiabilidade enorme ao País.O presidente Fernando Henrique Cardoso prometeu ontem pagar no ano que vem a segunda parcela do reajuste dos militares, prevista para 2001.

Com a promessa, a segunda parcela terá de ser paga até 30 de junho, prazo máximo permitido pela Lei Eleitoral para concessão de reajustes. FHC lamentou as dificuldades que o levaram a suspender o pagamento da segunda parcela neste ano. “Tomamos uma decisão penosa, em função dos desajustes ocorridos em 2001, sobre a postergação da última parte de um acerto que eu havia prometido, aqui mesmo”, justificou.

Fernando Henrique lembrou ainda que, em todas as enquetes de opinião pública, as Forças Armadas são apontadas como as mais prestigiadas, quando não a mais. “É uma garantia para a Nação de respeito à Constituição e de continuidade democrática”, afirmou. “Isso não exime o presidente e o governo de olharem as Forças Armadas com a atenção que elas merecem.”

O presidente ressaltou que o governo sabe dos esforços que têm sido feitos pelos integrantes das Forças Armadas e agradeceu o esforço e a solidariedade do ministro da Defesa, Geraldo Quintão, e dos comandantes militares. Fernando Henrique destacou ainda que, “a despeito de tudo, as tarefas são sempre cumpridas pelos militares, mesmo quando há escassez de meios”.

Fernando Henrique elogiou o fato de os militares saberem conservar tudo o que têm, a capacidade de manutenção e o cuidado com as pequenas e grandes coisas. O presidente, que iniciou o discurso destacando que faria breves palavras, encerrou, dizendo: “Eu falo mais do que a prudência indica.”