Famílias do Rio pagam mais caro 2,48% pelas cestas de compras

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Publicado quarta-feira, 26 de janeiro de 2005 as 20:03, por: cdb

As cestas de compras consumidas pelas famílias residentes na região metropolitana do Rio de Janeiro tiveram seu custo aumentado em 0,25% na 3ª semana de janeiro, acumulando em 30 dias alta de 2,48%, de acordo com pesquisa divulgada hoje pelo Instituto Fecomércio/RJ. Na comparação dos últimos 12 meses, a alta da cesta foi de 2,65%.

O estudo mostra que os preços de 23 dos 39 produtos com maiores pesos no orçamento subiram entre os dias 15 e 24 deste mês, contra 16 que caíram. Os maiores reajustes foram observados na banana prata (9,72%), batata inglesa (4,88%) e cenoura (4,85%). O aumento dos custos atingiu todas as faixas de rendimento, afetando em especial as famílias com renda de 8 a 10 salários mínimos, que gastaram 0,31% a mais que na semana anterior.

O Coordenador de Pesquisas da entidade, Paulo Brück, que a manutenção da tendência de alta de preços registrada a partir da penúltima semana de dezembro de 2004 já era esperada em razão da queda verificada em novembro, e ocorreu principalmente entre os produtos agrícolas. A expectativa do especialista é que o custo da cesta de compras carioca no mês de janeiro deverá ficar abaixo de 2,48%, tendo em vista que a variação das últimas 3 semanas é de 1,69%.

Para fevereiro, Paulo Brück destacou que o custo vai depender do comportamento dos preços no final deste mês, além de outro fator imprevisível, que é o clima. Ele considera que o verão está ameno na cidade, o que significa que as safras sofrerão menos e a produção vai ser melhor. Entretanto, se chover muito no lugar agricultável errado, acredita que a variação ainda poderá ser elevada, “mas, de repente, uma alta no mesmo patamar ou menor que a de janeiro”. A previsão é de que a variação das cestas deve ficar em torno de 2% ou abaixo disso em fevereiro.

O próximo mês já poderá marcar o início do processo de reversão da tendência de alta das cestas de compras no município do Rio de Janeiro. Tudo vai depender da chuva, diz Paulo Brück, para quem se o inverno for rigoroso a alta observada no início do ano pode virar uma constante em todo o exercício.