Exposição homenageia Rubens Paiva

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Publicado terça-feira, 22 de março de 2011 as 13:16, por: cdb

A abertura será no sábado, a partir das 11h, com a presença de seu filho, Marcelo Rubens Paiva

22/03/2011

Da redação


O Memorial da Resistência de São Paulo exibirá, entre 26 de março e 10 de julho, a exposição “Não tens epitáfio, pois és bandeira” sobre Rubens Paiva, desaparecido na ditadura civil-militar. A abertura será no sábado, a partir das 11h, com a presença de seu filho, Marcelo Rubens Paiva, e de amigos de Rubens Paiva.

Com curadoria do jornalista e pesquisador Vladimir Sacchetta, a exposição apresenta crca de 200 fotografias e documentos, além de objetos pessoais, que revelam momentos da vida de Rubens Paiva com a família, em atividade política, a prisão e a luta de sua esposa, Eunice Paiva, pelo restabelecimento da verdade.

No sábado também será lançado o livro “Segredo de Estado – o desaparecimento de Rubens Paiva”, do jornalista e escritor Jason Tércio.


Rubens Paiva

Rubens Paiva nasceu em Santos (SP) e formou-se engenheiro civil pela Universidade Mackenzie, em São Paulo, onde começou a militância política. Foi presidente do centro acadêmico Horacio Lane e vice-presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (1954). Engajou-se na campanha “O petróleo é nosso”, pela criação da Petrobras.

Eleito deputado federal em 1962, teve atuação destacada como integrante da CPI sobre o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD), que promovia propaganda anticomunista e conspirava pela queda do governo de João Goulart. A CPI descobriu, entre outras coisas, que o IBAD e a Ação Democrática Popular (ADEP) movimentaram entre 12 e 20 milhões de dólares em suas atividades conspirativas.

Paiva foi um dos deputados que ajudou a identificar a origem e o destino do dinheiro. Descobriu que na lista de pagamentos havia integrantes da direita e militares envolvidos na geração de um ambiente político favorável ao golpe.

Meses depois, Paiva foi um dos primeiros deputados cassados, oito dias após o golpe de abril de 1964. Pediu asilo na embaixada da antiga Iugoslávia, hoje Sérvia, país para onde viajou vivendo depois na França e Inglaterra. Voltou ao Brasil no final de 1964. Em 1971, foi preso por militares em sua casa no Rio de Janeiro, onde vivia com a esposa e os cinco filhos. Desde então é dado como desaparecido político.


Serviço

Exposição “Não tens epitáfio, pois és bandeira”
Memorial da Resistência de São Paulo (Largo General Osório, 66, Centro)
De 26/03 a 07/10, das 10h às 18h
Entrada franca