Exportadores acreditam em crescimento das vendas de frangos no exterior

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Publicado quinta-feira, 16 de janeiro de 2003 as 12:22, por: cdb

As exportações brasileiras de carne de frango devem crescer entre 5% e 10% em volume neste ano. “O volume exportado pelas empresas no ano passado foi recorde. As exportações de aves somaram 1,6 milhão de toneladas em volume e US$ 1,4 bilhão em valores”, afirmou o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Frango (Abef), Nildemar Secches.

Ele lembrou que o Brasil exportou para 100 países em 2002, ante 78 há dois anos. Em 2002, o Brasil respondeu 31% do comércio mundial de carne de frango. Como mercados alvos para 2003, os exportadores destacam a China e o Canadá, países com os quais as negociações para comercialização de aves estão em andamento. Outros mercados, para o médio prazo, são Coréia do Sul e México.

Os dados do setor foram apresentados hoje pela Abef ao ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. Segundo Secches, a dificuldade de abastecimento de milho foi apresentada ao ministro, mas acrescentou que o assunto deve ser amplamente discutido hoje à tarde, durante reunião da cadeia produtiva do milho no Ministério da Agricultura. O diretor-executivo da Abef, Claudio Martins, participará da reunião.

Martins também ocupa o mesmo cargo na Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). O presidente da Abef reforçou junto ao ministro que as agroindústrias estão consumindo lotes de milho comprados no ano passado e que o mercado continua com preços elevados, mesmo com a proximidade da colheita da safra 2002/03. “O abastecimento em 2003 vai depender basicamente da safrinha”, afirmou Secches.

Ele estimou que o alojamento de frangos deve crescer entre 5% e 10% neste ano. “Esse aumento resultará em maior consumo por milho. O mercado vai ser muito apertado”, afirmou. Ele acredita, no entanto, que a maior demanda servirá como um estímulo para plantio de milho safrinha e da próxima safra de verão (2003/04).

Quanto às importações, ele lembrou que todo milho que o Brasil importar “muito provavelmente será transgênico”. “Por isso, precisamos ter uma política firme para o milho. Se quisermos ter um setor de aves e suínos forte no Brasil, nós temos que ter uma política agrícola para a área de milho. Precisamos ser auto-suficientes no milho e também exportadores”, completou.