Exército paquistanês diz ter prendido líder do Talebã

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Publicado sexta-feira, 2 de março de 2007 as 15:19, por: cdb

As forças militares paquistanesas prenderam, nesta sexta-feira, o ex-ministro da Defesa talebã. Este foi a prisão mais importante realizada pelas forças de ocupação do país desde a queda do regime islamita, em 2001, segundo fontes dos serviços de segurança do Paquistão.

O mulá Obaidulah Akhund foi detido com outros quatro suspeitos na cidade de Quetta (sudoeste do Paquistão), a 80 km da fronteira com o Afeganistão, no início da semana, informaram altos funcionários do governo que pediram anonimato.

– Obaidulah foi preso em Quetta ao lado de outras quatro pessoas durante uma operação em um hotel. É um dos dirigentes talebãs mais importantes. É um grande êxito e um sério golpe contra os insurgentes talebãs – disse uma das fontes, sem apresentar mais detalhes.

Outra fonte explicou que o ex-ministro, por cuja captura a CIA oferecia uma recompensa de um milhão de dólares, estava com uma eleva quantia dinheiro em moeda iraniana.

O governo não anunciou oficialmente a prisão até o momento. O ministro do Interior, Aftab Sherpao, disse que não estava a par da prisão.

Um porta-voz talebã, no entanto, desmentiu que Akhund tenha sido capturado.

– Isto não é certo. O mulá Obaidulah não foi detido e ainda está conosco no Afeganistão – declarou o porta-voz talebã, Yusuf Ahmadi, de um local não identificado.

Obaidulah Akhund é apontado como um colaborador muito próximo ao líder espiritual dos talebãs, o mulá Mohammad Omar, e um dos principais chefes da rebelião no sul do Afeganistão.

Em dezembro passado, as autoridades afegãs calcularam que ele liderava 400 combatentes na província de Kandahar, antigo bastião talebã. Fontes das tropas da Otan no Afeganistão tampouco confirmaram a detenção, apesar de terem afirmado que ele é um “personagem chave” da insurreição, que em 2006 realizou o maior número de ações violentas desde a queda dos talibãs.

– Faz parte do grupo dirigente na hierarquia dos talebãs e, evidentemente, estamos muito interessados em sua prisão – disse o porta-voz da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) da Otan, o coronel Tom Collins.