Exército inicia cerco a Davos

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Publicado quinta-feira, 23 de janeiro de 2003 as 19:34, por: cdb

A abertura da 33º edição do Fórum Econômico Mundial mudou a rotina tranqüila desta tradicional e requintada estação de esqui nos Alpes. Cerca de dois mil soldados circulam por toda a cidade para garantir a segurança dos participantes do encontro. Até o próximo dia 28, último dia do fórum, Davos estará cercada por grades e diversas barricadas policiais que só poderão ser atravessadas por pessoas credenciadas para o evento.

O grande temor da polícia suíça são os possíveis atentados terroristas e a ação de ativistas anti-globalização que, durante o Fórum de 2001, foram impossibilitados de se aproximar da cidade e realizaram uma série de protestos violentos em Zurique, situada a cerca de 120 quilômetros de Davos. Nesta edição do fórum, os manifestantes terão acesso à cidade, mas não poderão ultrapassar as áreas delimitadas.

O governo suíço investiu cerca de US$ 10 milhões para garantir a segurança dos participantes. Os atentados terroristas de 11 de setembro deixaram a polícia local alerta para qualquer movimento que possa configurar a ação de extremistas contrários aos debates sobre economia e globalização. Os principais debates do Fórum, que se realizam no Centro de Convenções de Davos, só poderão ser acompanhados por pequenos grupos credenciados para o evento. As delegações de jornalistas estrangeiros, por exemplo, só terão acesso ao local durante o discurso de autoridades ou representantes de seus países.

O frio de 5 graus negativos e a neve também prometem afastar manifestantes e evitar possíveis conflitos com a polícia suíça. Serão seis dias de discussões sobre os principais temas econômicos da atualidade, além de assuntos internacionais em destaque no cenário mundial, como a possível guerra dos Estados Unidos contra o Iraque e os conflitos no Oriente Médio.

A partir de amanhã, os debates com empresários, autoridades mundiais e líderes políticos ganharão impulso. Entre as figuras de maior destaque que participarão do Fórum estão o fundador da Microsoft, Bill Gates, o presidente mundial da Coca-Cola, Douglas Draft, o
primeiro-ministro de Israel, Shimon Peres, e o secretário de Estado norte-americano, Collin Powell. Diversos chefes de Estado e de governo também estarão em Davos, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os presidentes do México, Vicente Fox, e do Peru, Alejandro Toledo.

A atual edição do Fórum, intitulada “Construindo a Confiança”, vai dedicar atenção especial à reconstrução da confiança nos mercados internacionais após a falência de grandes empresas mundiais, como a WorldCom e a Enron, dos Estados Unidos. Neste ano, o Fórum Econômico Mundial, que é realizado desde 1971, também abre espaço para discutir a crise no Oriente Médio e uma possível guerra no Iraque.

No próximo domingo (26), um painel do evento será reservado ao debate sobre a nova configuração do Oriente Médio. O primeiro-ministro israelense, Shimon Peres, e diversas autoridades palestinas irão discutir a atual crise na região. Nove autoridades iraquianas, entre elas o presidente do Conselho Supremo da Revolução Islâmica, Adil Abdul Mahdi, também participam do fórum. Será a primeira vez que autoridades do Iraque debatem a situação do país desde novembro do ano passado, quando a Organização das Nações Unidas enviou inspetores para investigar a possível fabricação de armas químicas.

O grande temor da polícia suíça são os possíveis atentados terroristas e a ação de ativistas anti-globalização que, durante o Fórum de 2001, foram impossibilitados de se aproximar da cidade e realizaram uma série de protestos violentos em Zurique, cidade situada a cerca de 120 quilômetros de Davos. Nesta edição do fórum, os manifestantes terão acesso à cidade, mas não poderão ultrapassar as áreas delimitadas.

O governo suíço investiu cerca de US$ 10 milhões para garantir a segurança dos participantes. Os atentados terroristas de 11 de setembro deixaram a polícia local alerta para qualquer movimento que possa configurar a ação de extremist