Exército dos EUA atravessam o Rio Eufrates e o Canal Saddam

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Publicado terça-feira, 25 de março de 2003 as 10:16, por: cdb

Em meio a combates em Nasiriya, no sul do Iraque, um grande comboio do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos atravessou, nesta terça-feira, o Rio Eufrates e o Canal Saddam, reiniciando um avanço por uma rota para Bagdad, de grande importância estratégica.

Jornalistas que acompanham as tropas norte-americanas disseram que o comboio passou pela cidade protegido por um “corredor” que estava flanqueado por tanques e outros blindados, atravessando inicialmente o rio e, em seguida, o canal.

“O comboio já passou”, disse um repórter da agência de notícias Reuters. “Nasiriya parece continuar hostil, mas os norte-americanos estão se deslocando na direção norte, de novo”.

A oeste do Eufrates, as forças norte-americanas ficariam a apenas 100 quilômetros ao sul de Bagdad.

Intensos combates

Na noite de segunda-feira, o vice-primeiro-ministro iraquiano Tariq Aziz havia negado a queda de Nasiriya.

Assim como Aziz, o ministro da Defesa iraquiano, Sultan Hashim Ahmad, negou a queda de Nasiriya, alegando que as forças de Saddam Hussein repeliram três tentativas da coalizão de capturar a cidade.

Na segunda-feira, fuzileiros navais dos Estados Unidos entraram em combate com as forças iraquianas nas proximidades da cidade, em batalha pelo controle da rota sul-norte.

O correspondente da CNN Alessio Vinci, que acompanha a Segunda Divisão de Fuzileiros Navais no sul do Iraque, informou que as forças norte-americanas atacaram um bunker com mísseis.

Na mesma região, forças iraquianas mataram diversos fuzileiros navais, no domingo, em um combate descrito pelos Estados Unidos como “o comprometimento mais difícil nesta guerra até agora para nós”.

Além disso, um helicóptero que transportava uma equipe de manutenção do Exército norte-americano foi abatido por uma granada de propulsão.

Testemunhas disseram que pelo menos 10 militares morreram. Entretanto, o general John Abizaid, do Comando Central norte-americano, afirmou que só havia confirmação de “12 desaparecidos”.

Dentre estes desaparecidos, estariam os seis soldados mostrados pela televisão estatal do Iraque no domingo.

Tariq Aziz deixou claro que o governo iraquiano não teme aquela que já é chamada de “a batalha de Bagdad”.

“Os soldados serão tão bem recebidos como em Umm Qasr, (península de) Faw e Nasiriya e pelos camponeses iraquianos que derrubaram o (helicóptero) Apache”, disse o vice-premier, referindo-se aos combates no sul do país.

E, rebatendo comentários feitos por diversos funcionários da Casa Branca, segundo os quais a população receberia as tropas da coalizão com “música e flores”, Aziz declarou: “Não temos doces para lhes oferecer”, avisou. “Simplesmente vamos oferecer balas”.