Exclusivo Descoberta de poço gigante amplia volume de crédito no Rio

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Publicado quinta-feira, 5 de junho de 2008 as 09:54, por: cdb

A Agência de Fomento Investe Rio, controlada pela secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, ampliou em 650% o seu capital, nos últimos meses, para fazer frente ao volume de pedidos de crédito, principalmente das pequenas e médias empresas. Segundo o secretário, Julio Bueno, este é um dos reflexos da descoberta de um campo gigante de petróleo na costa fluminense.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Brasil, nesta quinta-feira, Bueno adiantou que a atração de novas empresas tende a ampliar o número de empregos, além da Região Metropolitana do Rio, nas demais regiões do Estado.

Leia a íntegra da entrevista:

– Secretário, o Estado do Rio, na posição de liderança que exerce em relação à produção de gás e óleo no Brasil, após as recentes descobertas da Petrobras em águas profundas, no litoral fluminense, desenvolve alguma política de apoio à pequena e média empresa, principalmente para aquelas voltadas à produção de insumos, peças e equipamentos destinados à prospecção?

– A exploração de óleo e gás sofrerá forte incremento com as descobertas de novos campos. Para atender às demandas da cadeia produtiva, assim como apoiar as micro, pequenas e médias empresas, o governo do Estado elevou em 650% o capital da Agência de Fomento Investe Rio, nesses últimos meses. O capital da empresa passou de R$ 4 milhões para R$ 30 milhões, e esperamos chegar até o fim do governo em R$ 200 milhões. A Investe Rio é direcionada ao pequeno empresário, de todos os setores.

Além disso, a Investe Rio estuda lançar linhas de créditos com recursos próprios, com foco em fornecedores de grandes empreendimentos que o Estado está recebendo como Comperj, Arco Metropolitano, TyssenKrupp CSA Companhia Siderúrgica, a indústria naval e a indústria petrolífera. Vale a pena, ainda, citar o implemento dos Arranjos Produtivos Locais (APL), ou seja, reforçar o potencial econômico de cada região do Estado, seguindo, por exemplo, o que já ocorre com a moda íntima em Nova Friburgo e o pólo metal-mecânico em Porto Real e Resende.

Isso vale para o APL da indústria naval, que se concentrará na região de Niterói e São Gonçalo, onde está a maioria dos estaleiros. Essa indústria está em movimento crescente e temos que estabelecer as condições para a consolidação do setor de navipeças.

– A Petrobras, na condição de empresa estatal que controla a produção de óleo e gás, no país, tem atuado como parceira do Estado do Rio na distribuição de renda para os contribuintes fluminenses? Em caso positivo, através de quais projetos?

– A Petrobras é parceira Estado. A implantação do Comperj é grande exemplo, que irá gerar mais 100 mil empregos. Para tanto, ela está financiando cursos de capacitação profissional que irá revolucionar o mercado de trabalho para quem mora na região de influência da nova refinaria.

– A busca de parcerias entre o governo estadual e empresas, estatais e privadas, no país e no exterior, tem sido uma constante nos road-shows que o governador Sérgio Cabral tem realizado, desde o início de seu mandato. Em que medida a presença de GNV, no Estado, em tal quantidade, qualidade e proximidade dos grandes centros urbanos atrai a atenção dessas empresas? A sua secretaria desenvolve uma linha especial de fornecimento para os projetos industriais em curso?

– Temos explicitado que o Rio de Janeiro encontra-se no momento formidável de expansão e que estamos abertos a novos investimentos. Razões não faltam para o nosso otimismo. A localização geográfica do Estado é um dos principais atrativos do Rio, com a sua capital localizando-se a cerca de 500 quilômetros dos principais centros urbanos, como São Paulo e Belo Horizonte.

Contamos com excelente infra-estrutura, incluindo aeroportos, portos e extensa malha rodoviária, além de privilegiada localização no epicentro da produção nacional – cerca de 65% da