Excelente no mundo de hoje os dados do emprego no país

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Publicado sábado, 23 de junho de 2012 as 11:54, por: cdb

Mesmo com a queda com relação a geração de emprego em 2011, os números do emprego relativos a maio pp. constantes no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados divulgados pelo Ministério do Trabalho são ótimos se comparados ao resto do mundo neste 1º semestre de 2012.

Pelos números o Brasil criou 139.679 vagas com carteira assinada em maio pp. Mas este número representa uma queda de 44,5% na criação de empregos formais se comparado a maio do ano passado, quando o país gerou 252.067 postos de trabalho com carteira assinada. Assim, o resultado deste maio de 2012 só não é pior que o registrado três anos atrás, maio/2009, mês com 131.557 vagas.

No acumulado do ano de 2012, de acodo com o balanço do Ministério foram criadas 877.909 vagas formais de emprego até maio, uma queda de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. Este também é o pior resultado para o período desde 2009, quando foram abertas 180 mil nos cinco primeiros meses daquele ano.

A diferença no Brasil está nos números do desemprego

Evidente que o melhor número mesmo recém divulgado é o do IBGE para quem a taxa de desemprego no mês de maio no país caiu para 5,8% – situava-se há alguns meses na média de 6%, segundo Instituto – o menor desemprego em um mês desde 2002.

Em termos de desemprego é um índice excepcional quando em todo mundo a taxa já passa de dois dígitos e em muitos países em crise econômica chega a mais de 25%. Na Espanha, por exemplo, ela é de 26% entre a população economicamente ativa e o dobro, de 52%, entre os jovens de 15 a 24 anos. A Grécia tem números parecidos.

De acordo com este relatório divulgado pelo Ministério do Trabalho, em maio, sete dos oito setores da economia apresentaram crescimento. O que liderou em número de contratações, com 46.2261 postos a mais (2,94%) foi a agricultura.

A indústria e a agricultura voltaram a contratar

Em seguida está o setor de serviços com aumento de 44.587 postos (0,28%); a indústria de transformação com 20.299 postos a mais (0,25%); a construção civil com 14.886 postos (0,49%); e o comércio com 9.749 postos (0,11%). A administração pública também se destacou, ao apresentar um aumento de 2.660 postos ou crescimento de 0,32%, o 3º melhor desempenho para o mês.

Além disso, e de acordo com os dados, constata-se que no Brasil a indústria voltou a contratar e a agricultura, apesar da seca e dos problemas idem. Boas novas já que isso significa mais renda e consumo e estimula os investimentos.