Ex-presidente paraguaio é condenado a seis anos de prisão

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Publicado terça-feira, 6 de junho de 2006 as 07:51, por: cdb

 A Justiça paraguaia condenou o ex-presidente Luis González Macchi (1999-2003) a seis anos de prisão pelo desvio de 16 milhões de dólares de dois bancos falidos.

Em um julgamento realizado, na madrugada, desta terça-feira  e transmitido pela TV, um Tribunal de Sentença condenou Macchi à prisão, mas o ex-presidente aguardará o recurso em liberdade, informou uma fonte judicial.

Enrique Bacheta, defensor do ex-presidente, confirmou logo após o julgamento que vai recorrer.

 – Vamos apelar, condenaram um inocente – disse o advolgado.

Os juízes Miguel Said, Gustavo Amarilla e Sandra Farías concluíram que González Macchi desviou dinheiro por ser o principal responsável por uma decisão que causou prejuízo a milhares de poupadores dos bancos Oriental e Unión, o que ficou provado pela promotoria.

Segundo a sentença, o ex-presidente deverá cumprir a pena na prisão de Tacumnbú, a maior do Paraguai.

A promotora Victoria Acuña tinha pedido 10 anos de prisão para González Macchi, afirmando que todas as evidências provam que o ex-presidente é culpado

Com o veredicto desta terça-feira, González Macchi se torna o primeiro ex-presidente paraguaio da era democrática condenado por corrupção.

González Macchi entregou o poder no dia 15 de agosto de 2003 ao atual presidente paraguaio, Nicanor Duarte Frutos, ambos do Partido Colorado.

– Se fez justiça porque González Macchi sempre burlou a lei – disse o político Hermes Rafael Saguier, do opositor Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA).

– Isto pode ajudar à Justiça paraguaia – afirmou Saguier ao lembrar que o Poder Judiciário ainda deve expedir uma sentença contra o ex-presidente Juan Carlos Wasmosy (1993-1998), também acusado de corrupção.