Ex-campeões do Santos criticam os Meninos da Vila

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quinta-feira, 3 de julho de 2003 as 04:03, por: cdb

Os últimos campeões da Copa Libertadores da América com a camisa do Santos ficaram desapontados nesta quarta-feira. Não apenas pelo seu feito, de 1963 na conquista sobre o Boca Juniors, não ter sido reeditado. Mas sobretudo porque, pelo que viram pela tevê, os garotos comandados pelo técnico Leão ‘bobearam’ demais no Morumbi.

– Eu não queria ser duro, mas o técnico (Emerson Leão) não deveria dizer para o time atacar todo do jeito que fez, tinha de moderar – disse Calvet, zagueiro santista dos anos 60, que viu o jogo de Bagé, onde vive.

– Na verdade acabou acontecendo o que era mais previsível. O time deles era muito mais maduro, eles entraram na defesa, o Santos ‘entrou na deles’ e deu no que deu – comentou o ex-jogador.

Pepe, que nas conquistas da década de 60 se destacava pela ponta-esquerda do Santos, lamentou que nesta quarta-feira a equipe tenha insistido em jogadas pelo meio. “Tinha de ter aberto mais o jogo, investido nas laterais, principalmente com o Léo”.

O técnico, que deixou recentemente o Guarani e deve assumir em agosto o Al Haly, do Catar, elogiou a equipe argentina.

– Boca é muito bem armado taticamente, foi mais time e a gente não pode deixar de reconhecer que a conquista foi de inteira justiça – comentou bem-humorado a trajetória campeã do colega Carlos Bianchi – campeão da Libertadores em 94, 2000, 2001 e 2003. “O velhinho é danado!”.

O mapa do caos já estava traçado no intervalo, quando o Boca já virou com a vantagem de 1 a 0 no placar.

– O problema é que os garotos estão errando muito no passe – disse Coutinho, centroavante do Santos bicampeão da Libertadores em 62/63.

O ex-meia Dorval, colega de glórias do ex-atacante, também estava preocupado com as bobeadas dos jogadores comandados por Leão.

– Eles deram uma brecha que não podiam ter dado. Os argentinos entraram nas costas dos dois laterais desde o começo. Tem de jogar com mais velocidade, tocar a bola e prender os laterais. Eles jogam no contra-ataque, tem de brecar isso, disse.