EUA pedem calma no Oriente Médio

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Publicado segunda-feira, 6 de outubro de 2003 as 10:45, por: cdb

O presidente norte-americano, George W. Bush, pediu calma nesta segunda-feira a Israel e à Síria. A declaração foi feita em meio à crise gerada pelo ataque de aviões israelenses a Síria em retaliação a um atentado suicida realizado por palestinos.

Bush disse, entretanto, que o governo sírio está do lado errado da “guerra contra o terrorismo”. A Síria pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir o ataque de Israel, afirmando que a investida ameaça “a segurança e a paz na região e na comunidade internacional”. Segundo Israel, o ataque aéreo, o mais agressivo contra o território sírio em 30 anos, tinha por alvo um campo de treinamento de ativistas palestinos.

Os EUA, que possuem poder de veto no Conselho de Segurança, disseram que não darão apoio a uma resolução proposta pela Síria para condenar Israel porque ela não menciona o atentado suicida. A superpotência acusa o país árabe de ser conivente com grupos terroristas, algo que os sírios negam. O governo sírio quer uma votação rápida sobre seu projeto, mas diplomatas de países-membros do órgão disseram que, hoje, nada aconteceria.

Dois dias depois dos atentado suicida, no qual foram mortas 19 pessoas, os judeus celebraram o Yom Kipur, o dia mais sagrado do judaísmo. Testemunhas disseram que alguns fiéis compareceram às sinagogas armados por temor de atentados de extremistas.

Em meio a um aumento da tensão na região, militantes palestinos prometeram vingar o ataque contra a Síria e o presidente palestino, Yasser Arafat, sob ameaça de ser “removido” por Israel, declarou um estado de emergência nos territórios palestinos.