EUA não descartam possibilidade de intervenção na Libéria

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 1 de julho de 2003 as 19:48, por: cdb

Os Estados Unidos não descartaram nesta terça-feira a possibilidade de enviar forças militares para a Libéria, enquanto funcionários de assistência humanitária lutam para ajudar milhares de pessoas deixadas isoladas, doentes ou feridas pelo confronto na capital do país.

Washington tem enfrentado crescente pressão para assumir um papel de liderança para pôr fim aos quase 14 anos de confronto no país do Oeste da África, fundado por escravos norte-americanos libertos há mais de 150 anos.

Após um encontro do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, do qual participou o presidente George W. Bush, o porta-voz do governo norte-americano disse que ainda não havia conclusões sobre o assunto.

– Estamos discutindo e revisando ativamente quais poderão ou não ser os próximos passos. Os passos exatos que poderão ser tomados ainda estão sendo analisados – disse o porta-voz Ari Fleischer.

Questionado se uma das opções era enviar soldados à Libéria, Fleischer respondeu: – Não estou descartando isto.

A possibilidade de intervenção dos EUA no conflito na Libéria dependerá da viagem de cinco dias de Bush pela África. Ele não vai visitar o país, mas pediu a renúncia do presidente liberiano, Charles Taylor, um ex-combatente hoje procurado por crimes de guerra em Serra Leoa.

Taylor tem afirmado que vai deixar o poder no final de seu mandato, em janeiro próximo, mas os rebeldes, que controlam 60 por cento do território do país, exigem a renúncia imediata do presidente.

O futuro do presidente da Libéria provavelmente será o elemento-chave para uma solução pacífica para um conflito que já deixou cerca de 700 mortos apenas no último mês e criou uma geração de guerreiros jovens e brutais.