EUA defendem decisão de ataque em Falluja

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Publicado quinta-feira, 8 de abril de 2004 as 01:52, por: cdb

Marines dos Estados Unidos defenderam na última quarta-feira a decisão de atacar uma mesquita na cidade iraquiana de Falluja, alegando que o fato de eles terem sido atacados por pessoas de dentro da mesquita faz com o prédio perca o status de estrutura protegida.

Em comunicado, os marines disseram que não houve danos na mesquita e que um agressor iraquiano foi morto. O comunicado acrescenta que não existem informações de vítimas civis. Iraquianos que estavam no local disseram que pelo menos 25 pessoas morreram.

– Os marines observaram forças anticoalizão atirando do complexo de mesquitas de Haj Musheen Abdul Aziz al-Kubaysi em Falluja –  informa a nota.

– Para ganhar acesso ao complexo que abriga a mesquita, os marines usaram apoio aéreo para quebrar uma parede localizada um pouco distante da estrutura da mesquita – disse.

A nota diz ainda que a mesquita foi usada durante todo o dia para atingir marines que combatiam as forças anticoalizão em Falluja. Guerrilhas estariam jogando granadas da mesquita contra os norte-americanos.

Vários iraquianos foram mortos nos últimos dias após os EUA lançarem uma ofensiva contra Falluja em decorrência do assassinato de quatro funcionários norte-americanos na cidade última semana.

– As forças anticoalizão, que atiravam da mesquita, violaram a lei de guerra ao conduzirem operações militares de uma estrutura protegida. Como resultado, a mesquita perdeu esse status e se tornou um alvo legítimo pela lei de guerra. Mesmo assim, os marines só visaram o muro em volta do complexo para evitar qualquer dano à mesquita – disse o comunicado.