EUA decidem invadir Basra

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Publicado terça-feira, 25 de março de 2003 as 12:54, por: cdb

Em uma rápida mudança de estratégia, forças anglo-americanas anunciaram nesta terça-feira que Basra, segunda maior cidade do Iraque, se tornou um alvo militar. “Resolvemos ocupar a cidade porque estamos considerando agora um ponto de extrema importância militar e política”, disse o capitão Al Lokwood à BBC.

O plano inicial não previa resistência em Basra, que, teoricamente era controlada por xiitas, opositores de Saddam Hussein. Segundo o correspondente da BBC junto às tropas britânicas e americanas que cercam Basra, ninguém esperava enfrentar resistência. Ao contrário, a expectativa era que os soldados fossem recebidos como “libertadores” do Iraque.

Nesta segunda-feira, a mesma BBC anunciou que 7ª Brigada Armada do Reino Unido, conhecida como “Ratos do Deserto”, retirou-se da cidade de Basra, no sul do Iraque, depois de encontrar forte resistência das forças iraquianas. Os “Ratos do Deserto” haviam sido encarregados de guardar a cidade de Basra de qualquer ataque das forças iraquianas e desembarcaram no Iraque equipados com veículos blindados, tanques Challenger e artilharia.

Diante da dificuldade de tomar Basra, os americanos preferiram divulgar a versão que “controlam” a cidade. E que não iriam “entra” na cidade porque o papel das tropas no Iraque era de “libertação” e não de “invasão”. Cercaram a cidade e cortaram o suprimento de água e comida.

À beira de uma catástrofe humanitária, como alertou a ONU, a força de coalizão decidiu entrar em Basra apenas para a ajuda humanitária. “Os soldados estão ansiosos para ajudar a população”, disse Lockwood. Segundo uma informação da CNN, os soldados estaria “deprimidos” por enfrentar tanta resistência em uma missão humanitária no Iraque.

Um dos responsáveis pelo revés das expectativas americanas foi o bombardeio que Basra sofreu na semana passada. A população estaria aterrorizada e baixas civis foram registradas, fato negado pelo comando militar da coalizão.

As bombas ainda provocaram falta de água potável na cidade e 100 mil crianças correm risco de adquirirem doenças, alertou ontem as Nações Unidas. Os comandantes britânicos dizem que somente bombardearam a cidade porque seus soldados sofreram um ataque.