EUA: atirador que baleou deputada vai a tribunal

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Publicado segunda-feira, 10 de janeiro de 2011 as 11:28, por: cdb
Congressista norte-americana Gabrielle Giffords em foto divulgada na época de sua campanha para o Congresso. Os médicos estão cautelosamente otimistas com a condição de Giffords, depois de ela ter sido baleada na cabeça por um homem que também matou seis pessoas em um evento público no Arizona.
Congressista norte-americana Gabrielle Giffords em foto divulgada na época de sua campanha para o Congresso. Os médicos estão cautelosamente otimistas com a condição de Giffords, depois de ela ter sido baleada na cabeça por um homem que também matou seis pessoas em um evento público no Arizona.

O norte-americano Jared Lee Loughner, de 22 anos, indiciado por ter matado seis pessoas e ferido 14 no sábado no Arizona, deve ser levado na segunda-feira a um tribunal para responder pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio.

A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, qualificou nesta segunda-feira o atirador de “extremista”, e disse que pessoas do mundo todo devem rejeitar as ideologias radicais.

A declaração foi feita durante um evento nos Emirados Árabes Unidos, em resposta a um estudante que questionou a vinculação, por parte da opinião pública norte-americana, dos atentados de 11 de setembro de 2001 com o mundo árabe em geral.

Hillary disse que isso se deve a percepções equivocadas e à influência da mídia. “Temos extremistas no meu país”, acrescentou ela.

“Uma jovem parlamentar, maravilhosa e incrivelmente corajosa, a parlamentar Giffords, acaba de ser baleada por um extremista no nosso país. Temos o mesmo tipo de problema. Então, em vez de nos mantermos em impasse, devemos trabalhar para evitar que extremistas de qualquer lugar possam cometer violência.”

“Os extremistas e suas vozes, as vozes loucas que às vezes chegam à TV, não são quem nós somos, não são quem vocês (árabes) são, e o que precisamos fazer é superarmos isso e deixar claro que isso não representam as ideias ou as opiniões árabes nem as norte-americanas”, disse Hillary.

O presidente Barack Obama pediu aos norte-americanos que façam um momento de silêncio às 14h desta segunda-feira (horário de Brasília), em homenagem às vítimas.

Robert Mueller, diretor do FBI, disse às autoridades para ficarem em alerta, mas ressaltou não haver informações que sugiram novas ameaças específicas.

Ele disse que “o discurso do ódio e outros discursos de incitação” representam um desafio para as autoridades, especialmente quando levam “lobos solitários” a cometerem ataques.

“A retórica do ódio, da desconfiança em relação ao governo e da paranoia sobre como o governo opera tenta inflamar o público diariamente, 24 horas por dia, sete dias por semana, (e) tem um impacto sobre as pessoas, especialmente as que têm personalidades desequilibradas”, disse Clarence Dupnik, xerife do Condado Pima, onde o ataque ocorreu.

A audiência judicial está marcada para as 14h em Phoenix (19h, pelo horário de Brasília), segundo o Departamento de Justiça). A imprensa noticiou que o jovem já havia sido expulso de uma faculdade local devido ao seu mau comportamento.