EUA ampliam programa que ficha visitantes

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 2 de abril de 2004 as 19:21, por: cdb

A partir de 30 de setembro, os visitantes de 27 países que não precisam de visto para entrar nos Estados Unidos vão passar a ter suas impressões digitais e fotos tiradas nos portos e aeroportos americanos.

Desde a introdução da medida, em 5 de janeiro, os viajantes procedentes destas nações – a maioria delas na Europa Ocidental – estão isentos do controle quando chegam ao país como turistas, mas já têm de passar pelo procedimento quando vêm aos Estados Unidos com vistos de estudante ou de trabalho, por exemplo.

“Nossa intenção com estas medidas é aumentar a segurança dos nossos cidadãos e visitantes e facilitar a passagem de quem está viajando regularmente. Esperamos que isto reforce em nosso visitantes a imagem dos Estados Unidos como uma nação acolhedora”, disse o subsecretário de Segurança Nacional para Fronteiras e Transporte, Asa Hutchinson.

Com a mudança, apenas os canadenses – que cruzam a fronteira sem necessidade de passaporte – e os mexicanos que têm um passe especial estão isentos do registro digital.

Brasil

Uma jornalista espanhola citou o caso do Brasil ao perguntar ao subsecretário Hutchinson se ele não temia que alguns destes 27 países passassem a adotar medidas recíprocas em relação a cidadãos americanos.

“Isso não é uma coisa totalmente nova para eles, porque cidadãos destes países já têm suas impressões digitais tiradas quando viajam aos Estados Unidos com visto. Acreditamos que há uma compreensão de que está é uma importante medida de segurança”, disse o subsecretário.

“Os Estados Unidos entendem que vai se tornar cada vez mais comum no mundo a checagem de identidade de viajantes por critérios biométricos (impressões digitais ou outras características físicas) e acreditamos que isto é positivo para o aumento da segurança.”

Questionado sobre o pedido do Brasil de ser incluído na lista de países cujos cidadãos são dispensados de vistos para viajar aos Estados Unidos, Hutchinson disse que o programa obedece a critérios técnicos que levam em conta o índice de vistos rejeitados em relação à quantidade de pedidos feitos.

“Anualmente, os países são avaliados com relação a estes critérios e nosso interesse é sempre facilitar as viagens internacionais”, disse.

Passaportes

O governo também anunciou outras medidas mais restritivas para os 27 países que estão incluídos no programa de dispensa de vistos.

A Secretaria de Segurança Nacional decidiu pedir ao Congresso que prorrogue por mais dois anos o prazo – que vence em outubro deste ano – para que estes países troquem os passaportes de todos os cidadãos por documentos com “informações biométricas”, como as impressões digitais.

Mas se por um lado o prazo de troca pode ser ampliado, os americanos também disseram que os cidadãos destes países que vierem aos Estados Unidos com um passaporte de modelo antigo terão de pedir o visto ao consulado em seus países antes de viajar.

“Precisamos prorrogar porque modernizar os passaportes é uma coisa bem complicada. Sabemos disso porque estamos fazendo o mesmo aqui nos Estados Unidos”, disse o assistente-adjunto do secretário de Estado para assuntos consulares, Daniel Smith.

“É difícil fazer um documento que possa ser lido com facilidade e da mesma maneira por equipamentos em todas as partes do mundo”, disse.