Estudo diz que sol pode evitar que câncer de pele piore

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Publicado quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005 as 19:09, por: cdb

A luz do sol pode evitar que certos tipos de cânceres, incluindo o de pele, se agravem em pacientes que já têm a doença, de acordo com dois novos estudos.

Uma das pesquisas concluiu que o sol ajuda inclusive a controlar o melanoma, o tipo de câncer de pele mais grave. A outra concluiu que o sol ajudou contra o linfoma não-Hodgkin.

No caso do primeiro estudo, os pesquisadores concluíram que pacientes com melanoma submetidos a altos níveis de exposição solar tinham menos probabilidade de morrer do que outros pacientes com melanoma que não recebiam a luz do sol.

A causa pode ser a vitamina D produzida por peles expostas ao sol, segundo um artigo publicado no jornal do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.

Especialistas alertam, porém, que muito sol pode causar câncer de pele, e aconselham as pessoas a se proteger dos danos resultantes dessa exposição.

Risco menor

O estudo sobre o o linfoma não-Hodgkin foi feito em conjunto por pesquisadores suecos do Instituto Karolinska e da Universidade de Uppsala, com cientistas da Dinamarca.

Ele concluiu que raios ultra-violeta do sol e de lâmpadas de bronzeamento artificial reduziram os riscos de uma pessoa desenvolver câncer entre 30% e 40%.

Os cientistas basearam seu estudo em entrevistas com mais de 3 mil pacientes de linfoma e 3 mil outras pessoas saudáveis.

O estudo sobre o melanoma foi feito por cientistas da Universidade do Novo México, nos Estados Unidos.

Proteção

Especialistas do grupo britânico Cancer Research disseram que é possível que pacientes que já tinham melanoma e muita exposição ao sol tivessem uma tendência a tipos de tumores menos agressivos.

“Devemos ver com cautela a afirmação de que a luz do sol pode ser benéfica contra o melanoma de maneira geral”, disse a médica Julia Newton Bishop, do Cancer Research.

“Não há dúvidas de que a exposição ao sol causa o melanoma. Assim, a mensagem da saúde pública deve permanecer inalterada”, afirmou.

“É importante lembrar que cobrir-se durante as horas de sol mais intenso, buscar a sombra e usar protetores solares com fatores no mínimo igual a 15 ainda são as melhores maneiras de evitar queimaduras que podem levar ao câncer de pele”, disse.

Num editorial, o médico William Blot, do Instituto Internacional de Epidemiologia, em Rockville, nos Estados Unidos, disse que ainda são necessários mais estudos sobre a relação da luz do sol e da vitamina D com o câncer.