Estudantes invadem reitoria da UnB e assustam o vice-reitor

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Publicado quarta-feira, 19 de setembro de 2001 as 15:12, por: cdb

Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) e representantes do movimento grevista que atinge outras universidades brasileiras invadiram, nesta quarta-feira, a reitoria e agrediram o vice-reitor Timothy Mulholland e a secretária da reitoria, Viviane.

De acordo com o vice-reitor, os manifestantes o empurraram impedindo sua saída do gabinete onde aconteceu a manifestação. “Tentei sair, mas não deixaram, fui empurrado”.

Timothy tentou conversar com os manifestantes, mas eles não tinham nenhum interlocutor.

Segundo o vice-reitor, eles apenas gritavam palavras de ordem, sem no entanto apresentar nenhuma exigência ou proposta.

Segundo o reitor da UnB, Lauro Morhy, em entrevista ao site Brasil Em Tempo Real, que a reitoria apóia o pleito dos grevistas, mas não pode resolver a questão.

Os grevistas tentaram encontros com representantes do governo para negociar, mas ainda não foram atendidos.

“A tendência é que a coisa se complique, pois as pessoas estão sendo instigadas a agir dessa forma. Lamento que a nível federal ainda não se tenha uma definição”, acrescentou o reitor.

Os manifestantes distribuíram nota à imprensa afirmando que a invasão foi feita por causa da decisão do Conselho Universitário de apenas reformular o calendário da instituição, em vez de paralisar todas as atividades da UnB devido à greve dos funcionários.

O estudante de graduação em História, Felipe de Carvalho, durante a manifestação chegou a assumir simbolicamente o cargo de reitor em exercício e fazer uma declaração no megafone.

No entanto, o estudante nega que tenha feito isso, e afirma que as fotos feitas por um jornal onde ele aparecesse na cadeira de Morhy são uma chantagem.

Segundo fontes ligadas aos manifestantes, o movimento foi articulado por integrantes do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados) que pretendem invadir a reitoria todas as manhãs.

Eles podem ainda tentar fechar o Centro de Processamentos de Dados da UnB, conseguindo assim a paralisação total das atividades na universidade.