estudantes chilenos convocam nova jornada de protestos

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Publicado quinta-feira, 8 de setembro de 2011 as 05:56, por: cdb

Os estudantes chilenos preparam um cronograma de novas mobilizações em defesa da gratuidade no sistema de ensino, os protestos iniciarão nesta quinta-feira (8) com greves em diferentes regiões.

Nesta terça-feira (6) a porta-voz da Confederação de Estudantes do Chile (Confech), Camila Vallejo, confirmou que se mantém o chamado à jornada de protesto nacional para a quinta-feira (8) desta semana, desmarcado inicialmente pelo acidente aéreo ocorrido no arquipélago Juan Fernández, com saldo de 21 mortos.

“ Vamos retomar a convocação da quinta-feira ajustada às iniciativas de cada região e já para a próxima semana haverá uma greve nacional mais forte e massiva”, assinalou a dirigente universitária.

Vallejo destacou que a luta social é a melhor maneira de recordar as vítimas da tragédia aérea, entre as quais se encontravam pessoas com uma linha de pensamento muito afim às do movimento estudantil.

Coincidente com a líder de Confech, Sebastián Farfán, dirigente da Federação de Estudantes da Universidade de Valparaíso, apontou que “o melhor tributo que se pode render aos que morreram, entre os quais tinham vários que nos apoiavam, é seguir impulsionando esta causa”.

“As pessoas que morreram estavam lutando por um país melhor, por um país pelo qual nós também estamos lutando”.

Enquanto isso, predomina a desconfiança nas assembleias de base de educandos de todos os níveis de ensino com relação à proposta do Executivo de estabelecer uma mesa de trabalho por três semanas a partir da próxima segunda-feira, orientada a destravar o atual conflito.

Para Paloma Muñoz, porta-voz da Coordenadora Metropolitana de Estudantes Secundários, há que aprender com o passado. “Não podemos nos sentar com o Executivo e gerar bons projetos que depois vão chegar ao Parlamento e que posteriormente serão modificados”.

Tanto a Confech como os dirigentes dos estudantes secundários reforçaram que seguirão mobilizados até que se dê resposta às suas demandas a favor da gratuidade na educação e do fim do lucro no sistema de ensino.

Fonte: Prensa Latina