Estrangeiros na Espanha aumentam 35% em um ano

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Publicado terça-feira, 30 de março de 2004 as 22:17, por: cdb

O número de estrangeiros vivendo na Espanha aumentou 35% em 2002, segundo mostraram estatísticas divulgadas nesta terça-feira. A imigração é um das principais questões que o novo governo socialista terá que enfrentar.

A Espanha, um país tradicionalmente de imigrantes, recebeu na última década um grande número de pessoas provenientes de outros países, e o fenômeno é uma das principais preocupações da população.

No começo de 2003, havia 2,7 milhões de estrangeiros registrados no país, cerca de 6,2% da população de 42,7 milhões de pessoas, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE). Um ano antes, a proporção de estrangeiros era de 4,7%.

O primeiro-ministro José Maria Aznar mudou a lei de imigração em 2000 e, desde então, ela foi reformada três vezes, tornando cada vez mais difícil a entrada de pessoas com a intenção de ficar. o recém-eleito José Luis Rodríguez Zapatero, que assumirá o novo governo, prometeu mudar a política de imigração.

A maioria dos imigrantes é proveniente da América Latina devido à língua comum e os laços históricos. Os equatorianos e marroquinos são os maiores grupos de estrangeiros morando na Espanha.

Os economistas dizem que a imigração é boa para a economia, mas a Espanha luta para deixar para trás os preconceitos herdados dos 40 anos da ditadura de Francisco Franco e dos séculos de relações complicadas com seus vizinhos muçulmanos. Os marroquinos são os que mais sofrem discriminação de outros grupos.

Com os atentados de 11 de março de Madri, que mataram 191 pessoas, e com vários marroquinos presos sob suspeita de envolvimento com as bombas, alguns cidadãos do Marrocos residentes na Espanha, temem um aumento na hostilidade contra eles. No entanto, não há evidências de um aumento exacerbado na segregação.