Estatística aponta aumento recorde de nascimentos na Alemanha

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Publicado quarta-feira, 29 de dezembro de 2010 as 11:05, por: cdb

Nos primeiros nove meses de 2010, a Alemanha registrou 18 mil nascimentos a mais do que no mesmo período do ano passado, indicam números provisórios do Departamento Federal de Estatísticas (Destatis), segundo reportagem publicada na edição desta quarta-feira (29/12) do jornal Süddeutsche Zeitung.

Embora ainda não seja oficial, a cifra significaria um aumento de 3,6% no número de bebês, o maior crescimento dos últimos dez anos, apesar de o número de mulheres em idade fértil continue diminuindo na Alemanha.

Estatística completa sai em agosto de 2011

Conforme a reportagem, de janeiro a setembro nasceram quase 510 mil crianças. No mesmo período do ano passado, foram apenas 492 mil bebês. No entanto, estes números não registram o desenvolvimento geral, porque têm caráter preliminar e não incluem o quarto trimestre. A estatística de nascimentos definitiva de 2010 só será fechada em agosto de 2011.

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Número de alemãs em idade fértil continua em quedaO número de nascimentos na Alemanha teve uma baixa recorde em 2009. Segundo o Destatis, neste ano nasceram cerca de 665 mil crianças, quase 17 mil a menos que no ano anterior e menos da metade de 1964, quando foi registrado um recorde de nascimentos no país.

Nascimentos caem há mais de uma década

Ano passado, 855 mil pessoas morreram na Alemanha, o que significa que em 2009 morreram 190 mil pessoas a mais do que nasceram. Com exceção do ano de 2007, quando foi introduzida a ajuda salarial a pais com filhos pequenos, o número de nascimentos na Alemanha vem caindo há mais de uma década.

O Ministério da Família não quis comentar os dados apresentados, até que haja uma estatística definitiva. Segundo a porta-voz do ministério, Stefanie Augter, o governo considera um “sinal positivo” que a taxa de natalidade em 2009 tenha se mantido “estável”, apesar da crise financeira e econômica e acredita que esteja no “caminho certo” em sua política de ampliação de subsídios estatais para pais e para assistência infantil.

MD/dpa/kna/rtr

Revisão: Carlos Albuquerque