Entrevista de Lembo com críticas a tucanos piora relação PFL-PSDB

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Publicado sexta-feira, 19 de maio de 2006 as 16:53, por: cdb

Magoou

O governador Cláudio Lembo (PFL) não escondeu a mágoa com os aliados FHC, Serra e Alckmin na entrevista publicada nesta quinta-feira na Folha de S. Paulo. Considera que, na crise aberta pelos ataques do PCC em São Paulo, os tucanos não foram solidários. A essa altura, só uma coisa poderia solidificar a aliança PSDB-PFL: a recuperação da candidatura Alckmin. Mas esperar por isso é perder tempo. É mais fácil o Sargento Garcia prender o Zorro.

 

Mortos anônimos

É inaceitável a recusa da polícia de São Paulo de identificar os mais de cem suspeitos mortos desde o início dos ataques do PCC. Esta claro que a negativa se deve ao receio de que se evidencie que muitos não são bandidos e foram vítimas inocentes do revide policial que alcançou pobres de forma indiscriminada.

 

Audioconferência

É inacreditável, mas a polícia de São Paulo confirma. Depois de receber, em sua cela, a gravação do depoimento prestado em caráter sigiloso de delegados paulistas à CPI do Tráfico de Armas, Marcola, chefe do PCC, retransmitiu a gravação a, pelo menos, 40 comparsas presos, numa audioconferência. Pelo visto o PCC pode dar aulas de O&M a muita grande empresa.

 

Desejo de sangue

A seção de cartas dos jornais está repleta de manifestações dos leitores pedindo sangue. O Globo foi duramente criticado por muitos deles por caracterizar como chacina a morte de bandidos pela polícia paulista, no revide pelos ataques do PCC. Aparentemente, o clima de insegurança está alimentando a ponta de barbárie que cada ser humano tem dentro de si. Alguém tem que lembrar: niso de olho por olho e dente por dente, acabaremos todos cegos e banguelas.

 

Fome

“No Brasil, 72 milhões de pessoas convivem com a preocupação de faltar comida e com a queda de qualidade do que comem. Ou então tiveram dificuldade em obter comida em qualidade e quantidade. Ou pior: conviveram com situação de fome.”
A informação, publicada no Globo, é de Márcia Quintar, coorden