Encontro aborda a dengue e outras doenças febris hemorrágicas

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Publicado terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 as 12:31, por: cdb

Encontro aborda a dengue e outras doenças febris hemorrágicas

28/02/2012 – 15:20

  

 

Denize Assis

 

A Secretaria de Saúde de Campinas, por meio da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), promove na próxima sexta-feira, dia 2 de março, o 3º Encontro Municipal sobre Dengue e outras Síndromes Febris Hemorrágicas.

 

 A capacitação também vai abordar os aspectos clínicos (sinais e sintomas), a situação epidemiológica (situação da doença) e o manejo (como tratar e acompanhar) de pacientes com doença meningocócica, febre maculosa e leptospirose.

 

O evento acontece no Salão Vermelho do Paço Municipal, de manhã e à tarde, com o mesmo conteúdo, com início às 8h30 e às 13h30. A inscrição pode ser feita por meio das Vigilâncias Distritais até esta quarta-feira, dia 29.

 

Medida eficiente

Segundo o médico infectologista Rodrigo Angerami, da Covisa, até que a vacina contra dengue se torne uma realidade no âmbito de saúde pública, em curto prazo, continuar a investir na capacitação de recursos humanos para a assistência a pacientes com dengue é, sem dúvida, a medida mais eficiente para a redução de morbimortalidade associada à doença.

 

Dengue Hemorrágica

Nesta segunda-feira, dia 27 de fevereiro, Campinas confirmou o primeiro caso de dengue hemorrágica de 2012. Trata-se de um paciente adulto que foi acolhido e recebeu os cuidados iniciais, inclusive hidratação endovenosa, em um Centro de Saúde (CS) da região Noroeste. Após o acompanhamento na unidade básica, ele foi encaminhado para um hospital, onde seguiu com tratamento até receber alta.

 

De acordo com o balanço divulgado neste dia 27, no acumulado de 2012, Campinas tem 54 casos de dengue confirmados.

 

O médico sanitarista André Ribas Freitas, coordenador do Programa Municipal de Controle da Dengue, informa que a incidência de dengue nestes primeiros dois meses de 2012 está dentro do esperado para esta época do ano.

 

Em relação à notificação da forma hemorrágica, Ribas Freitas afirma que esta situação epidemiológica – com aumento de casos graves – é esperada em regiões onde a dengue se torna endemo-epidêmica, isto é, em regiões onde a doença está sempre presente, com picos em determinados períodos.

 

“O município já enfrentou grandes epidemias, em 1998, 2002, 2007 e 2011, com alternância de sorotipos e há um contingente grande de pessoas anteriormente expostas. Este conjunto de fatores aumenta a capacidade de propagação do vírus na comunidade e também predispõe à ocorrência de casos graves. Neste contexto, é esperado o aumento de casos com maior severidade, inclusive com possibilidade das formas hemorrágicas”, diz Ribas Freitas.

 

Diante deste quadro, afirma o sanitarista, é fundamental qualificar o atendimento para que os profissionais de saúde estejam mais sensíveis, mais atentos e conheçam todos os sinais de alerta. “Avaliação clínica adequada, incluindo aferição de pressão em duas posições, e exames simples como hemograma e dosagem de albumina possibilitam identificar sinais de gravidade com precocidade, tratar e acompanhar o paciente reduzindo a letalidade da dengue”, diz André.

 

Estes aspectos, além de outros, serão abordados no encontro da próxima sexta-feira. A expectativa de Secretaria é de uma grande adesão de profissionais da assistência e da vigilância epidemiológica das redes de saúde pública e privada, principalmente de médicos e enfermeiros que atuam nos serviços de urgência e emergência.

 

As palestras serão proferidas por André Ribas Freitas, pela enfermeira sanitarista Maria do Carmo Ferreira, da Covisa, pelo médico infectologista Christian Cruz Hofling, do Hospital Municipal Mário Gatti, pela médica veterinária Andrea Von Zuben, da Covisa e pelo médico infectologista Rodrigo Angerami, da Covisa.

 

Para se inscrever, o profissional deve entrar em contato, até dia 29 de fevereiro, pelos telefones das Visas, que são: Visa Norte (3242-5870); Visa Sul (3273-5055); Visa Leste (3212-2755); Visa Noroeste (3268-6244) e Visa Sudoeste (3268-6233). A inscrição também pode ser feita no dia do evento. 

 

Além da questão da dengue com a expectativa da introdução do sorotipo 4 e pelos elevados índices de infestação pelo mosquito transmissor, o Aedes aegypti, o encontro vai abordar todas as doenças potencialmente relevantes em Campinas. Algumas pela sazonalidade, como a leptospirose, outras como e a febre maculosa pelo comportamento endêmico na região e pela alta letalidade verificada nos últimos períodos no município.

 

Ainda há a questão da doença meningocócica – inclui meningite e meningoccemia – que merece atenção especial. Assim como no Brasil, em Campinas a doença meningocócica é considerada endêmica. A ocorrência de casos é esperada ao longo de todo o ano, principalmente no inverno, assim como a possibilidade de surtos comunitários ou institucionais.

 

Ações

Nesta terça-feira, Campinas promoveu bloqueio químico contra a dengue em bairros na abrangência dos CSs Orosimbo Maia e Paranapanema, na região Sul.