Empresas japonesas adotam medidas de segurança pós-ataques

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Publicado quarta-feira, 12 de setembro de 2001 as 16:06, por: cdb

Os conglomerados japonesas que possuem escritórios e fábricas em território norte-americano estão adotando diversas medidas para proteger seus funcionários do caos causado pelos ataques terroristas ocorridos em Nova York e Washington.
A Fujitsu, por exemplo, que tem 13 empregados japoneses trabalhando em dois escritórios de Nova York, confirmou que todos estão salvos, além dos dois representantes em Washington que também estão bem. “A prioridade tem sido a segurança dos nossos funcionários, portanto ainda não sabemos como isso irá afetar os nossos negócios nos Estados Unidos”, revelou o porta-voz da empresa, Masatoshi Tsuda.

A NEC, por sua vez, confirmou que seus funcionários do escritório de Nova York estão bem. “Estamos planejando continuar operando normalmente em nosso endereço de Nova York, mas isso vai depender das restrições que serão impostas pela situação da cidade”, informou Makoto Miyakawa, porta-voz da NEC. A companhia também adiou todas suas viagens de seus executivos para os Estados Unidos por um período ainda não especificado.

Já a Sony, outro dos conglomerados japoneses que possui escritório em Nova York, decidiu paralisar as atividades de sua unidade na cidade nesta quarta-feira. Seguindo a iniciativa de sua conterrânea, a Toshiba também resolveu fechar suas portas do escritório local por medidas de segurança. De acordo com a empresa, suas outras unidades espalhadas pelos Estados Unidos estão operando normalmente.

Com uma base de operações de 21 fábricas na terra de Tio Sam, a Hitachi informou que não chegou a interromper a produção local, mas considera seriamente a paralisação de algumas plantas devido ao atentado e suas conseqüências. Além disso, alguns dos principais executivos da operadora japonesa de telecomunicações NTT DoCoMo – entre eles o presidente Keiji Tachikawa e o vice Yoshifumi Uda – estavam a caminho dos EUA para o início de um ciclo de apresentações sobre “relação com investidores” quando aconteceram os atentados e levando ao cancelamento do evento, que duraria duas semanas, entre Estados Unidos e Europa.