Empresas cubanas querem fechar negócios no Brasil

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Publicado quinta-feira, 13 de março de 2003 as 17:12, por: cdb

Trinta empresas cubanas de 14 setores virão ao Brasil participar do ExpoCuba, que será realizado de 7 a 10 de abril no Centro de Convenções Pompéia, em São Paulo. Com apoio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e do Ministério de Relações Exteriores, além da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), executivos cubanos oferecerão produtos e tecnologia desenvolvidos nos setores onde o país é mais competitivo, como na produção de medicamentos e vacinas, por exemplo.

Segundo o embaixador de Cuba no Brasil, Jorge Lezcano Pérez, o setor de biotecnologia de seu país, um dos mais avançados do mundo, produz medicamentos genéricos e vacinas que nem mesmo os Estados Unidos conseguem. Outro setor para o qual o embaixador chamou atenção é o açucareiro, embora o Brasil seja um dos maiores produtores do planeta. “Cuba produz cerca de 60 derivados da cana-de-açúcar, bem acima dos sete ou oito do Brasil” disse o diplomata.

Em contrapartida, afirmou ele, os cubanos estão interessados na co-geração de energia a partir da queima de bagaço de cana. Ainda nessa área, o país quer fazer parcerias com o Brasil para produzir álcool hidratado a partir da cana-de-açúcar.

De acordo com Pérez, Cuba também produz navios pesqueiros de alta tecnologia, principalmente para a pesca de lagosta, além de equipamentos refrigerados especiais para seu transporte. “É uma outra área onde podemos fazer parcerias com empresas brasileiras”, afirmou. A ExpoCuba deverá ser apresentada também em Goiânia, na sede do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), de 14 a 17 de abril.

Apesar da retração em 2002, decorrente da crise econômica brasileira, o comércio entre os dois países tem crescido de forma constante. De 1999 a 2001, as importações e exportações subiram de US$ 72,1 milhões para US$ 122,5 milhões. No ano passado, a corrente comercial foi de US$ 88 milhões. Os europeus são os principais parceiros comercias de Cuba, absorvendo 45% da pauta de exportações do país. A América Latina, de acordo com o diplomata, importa outros 30% e a Ásia, 20%.