Empresas aéreas vão cobrar prejuízos por apagão

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Publicado quarta-feira, 21 de março de 2007 as 10:59, por: cdb

As companhias aéreas brasileiras estudam entrar com medidas judiciais contra a União. Elas querem reaver os prejuízos provocados pelos sucessivos apagões aéreos, segundo O Estado de S.Paulo.
 
– Essa conta não vai ficar em aberto –  afirmou o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), José Márcio Mollo. O vice-presidente da TAM, Paulo Castello Branco, calcula em quase US$ 12 milhões o custo extra do combustível desde outubro, ou US$ 2 milhões por mês. Há ainda gastos de hotel e alimentação para os passageiros prejudicados, horas extras das tripulações, entre outros.
 
No último balanço trimestral da Gol, a companhia apontou R$ 41 milhões de custo extra pelo apagão. O presidente da OceanAir, Carlos Ebner, afirmou que o aumento de custos gira em torno de 15% a 20%. – Isso representa de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões a mais de combustível – apontou.
 
Em novembro, as companhias apresentaram à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) uma conta preliminar de R$ 4 milhões por dia em prejuízos com combustíveis, ressarcimento aos passageiros e outras despesas administrativas. – Com um apagão atrás do outro, a conta vai sendo atualizada – afirmou o presidente do Snea.
 
– A mencionada crise é de inteira responsabilidade do governo federal, por imprevisão (ação ou omissão) na gestão de um serviço público prestado exclusivamente por um órgão da administração federal direta, não cabendo às empresas concessionárias privadas arcar com as conseqüências dessa imprevisão – afirmaram as companhias em um ofício enviado à Anac em 6 de novembro. No mesmo documento, as empresas reivindicaram redução de 50% das tarifas aeroportuárias pagas à Infraero e à Aeronáutica, e de 15% no preço do querosene de aviação. As medidas seriam uma compensação pelos prejuízos do apagão.
 
– Isso ainda não chegou até mim, mas, se chegar, vou torpedear. Também somos empresa e quero saber quem vai arcar com os nossos prejuízos? Se reduzirmos as tarifas, a situação dos aeroportos vai piorar – rebateu o presidente da Infraero, José Carlos Pereira.