Emprego na indústria sobe e reverte tendência negativa

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Publicado terça-feira, 14 de novembro de 2006 as 12:27, por: cdb

O emprego na indústria brasileira subiu 0,4% em setembro em relação a agosto na série livre de influências sazonais, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira. O desempenho reverteu a queda de 0,2% entre julho e agosto. Na comparação com setembro de 2005, o indicador teve variação positiva (0,1%). Nessa base de comparação, oito das 14 áreas e 10 dos 18 setores aumentaram o contingente de trabalhadores.

A região Norte e Centro-Oeste (10,1%), seguidas pela região Nordeste (1,7%) e São Paulo (0,5%), exerceram as pressões mais relevantes para o resultado geral, com destaque, para o segmento de Alimentos e Bebidas. Já as principais influências negativas vieram do Rio Grande do Sul (-8,7%), Minas Gerais (-1,3%) e Paraná (-1,5%). Em nível nacional, os ramos que contribuíram com os maiores impactos positivos foram Alimentos e Bebidas (7,0%), Refino de Petróleo e Produção de Álcool (16,6%) e Meios de Transporte (2,4%). Em sentido contrário, influenciaram negativamente Calçados e Artigos de Couro (-13,6%), Vestuário (-7,8%) e Máquinas e Equipamentos (-4,3%).

Horas trabalhadas

Em setembro, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria aumentou 0,6% em relação a agosto, com ajuste sazonal. Apesar do resultado, o indicador de média móvel trimestral continuou negativo, recuando 0,1% entre os trimestres encerrados em setembro e agosto. Na comparação com igual período do ano anterior a taxa avançou 0,3%. Já no acumulado no ano houve decréscimo de 0,1% e nos últimos 12 meses, -0,2%.

O valor real da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria, ajustado sazonalmente, apresentou ligeira variação positiva (0,1%) em setembro em relação ao mês imediatamente anterior. O indicador de média móvel trimestral registrou variação de 0,2%, terceiro resultado positivo consecutivo, período no qual acumulou 0,6%.

Em queda

Apesar do movimento, o setor acumula no ano uma taxa negativa de 0,3% na criação de empregos. Nos últimos 12 meses, a queda é de 0,4%. O valor real da folha de pagamento no mês de setembro apresentou leve aumento de 0,1%, ajustado sazonalmente.