Emprego industrial interrompe seis meses de queda em agosto

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Publicado sexta-feira, 17 de outubro de 2003 as 10:59, por: cdb

O emprego na indústria brasileira teve em agosto a primeira alta em seis meses, alimentando as esperanças de uma leve retomada da atividade econômica no segundo semestre.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta sexta-feira que seu índice de emprego industrial subiu 0,1% em relação a julho.

Em mais um sinal de que o setor ainda enfrenta dificuldades após a fraca performance da economia na primeira metade do ano, contudo, o índice teve queda de 0,9% na comparação com agosto de 2002, o quinto declínio consecutivo.

No ano, o emprego acumula retração de 0,4% e nos últimos 12 meses, de 0,3%. Entre janeiro e agosto –outro tipo de taxa acumulada usada pelo IBGE–, o índice tem baixa de 1,7%.

Setorialmente, os ramos que participaram com os maiores pesos negativos na média nacional foram minerais não metálicos (-6,7%), têxtil (-5,7%), vestuário (-4,2%) e calçados e couro (-5,0%). Este último setor representou a principal pressão negativa sobre o emprego da indústria do Rio Grande do Sul (-4,8%) que, junto com Rio de Janeiro (-4,8%), São Paulo (-0,6%) e Minas Gerais (-1,9%), foram os estados com maior participação na redução do contigente de trabalhadores.

Ainda no confronto mensal, entre os locais que apontaram aumento nos postos de trabalho, a região Norte e Centro-Oeste (3,9%) e o Paraná (3,0%) exerceram as contribuições mais significativas, ambos impulsionados por alimentos e bebidas, setor que alcança taxas de 6,8% e 9,7% nos respectivos locais. Também em nível nacional, confirma-se, mais uma vez, o destaque para alimentos e bebidas que, com uma ampliação de 2,5% no número de pessoas ocupadas, foi a principal influência na formação da taxa global.

A folha de pagamento dos trabalhadores do setor industrial, após dois meses consecutivos de expansão, volta, em agosto, a registrar perda real na comparação com o mês anterior (-1,3%), já descontadas as influências sazonais. Nos demais indicadores, a folha de pagamento da indústria brasileira permanece mostrando perda real: -4,2% em relação a agosto de 2002, -5,9% no acumulado do ano e -4,8% nos últimos doze meses.

Em agosto, o indicador do número total de horas pagas na indústria exibiu uma redução de 0,8% em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, sendo essa a quarta taxa negativa consecutiva.