Emprego industrial cai pelo 6º mês seguido em julho

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Publicado quarta-feira, 17 de setembro de 2003 as 10:26, por: cdb

Em julho, os indicadores do emprego industrial permaneceram negativos. Na série livre de influências sazonais, entre junho e julho houve queda de 0,2% no número de trabalhadores, sendo esta a sexta taxa negativa consecutiva, o que resulta numa perda de 1,8% entre janeiro e julho deste ano. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a julho de 2002, o número de demissões no setor industrial continuou superando o de admissões e a taxa ficou em -1,2%, acumulando assim uma queda de 0,3% no período janeiro-julho, na comparação com igual período do ano passado. No acumulado dos últimos doze meses, o índice mostrou estabilidade ao repetir o resultado de junho (-0,3%).

Em relação a julho do ano passado, o resultado (-1,2%) refletiu a redução no nível de emprego em 10 das 14 áreas investigadas, com Rio Grande do Sul (-4,8%) e São Paulo (-1,3%) exercendo as maiores influências negativas no índice nacional. Na primeira região, o corte de pessoal observado na indústria de calçados e couros (-9,3%) foi determinante na formação do resultado local. Já em São Paulo os recuos mais significativos foram divididos entre os setores de minerais não-metálicos (-12,9%), máquinas e equipamentos eletro-eletrônicos e de comunicações (-9,6%) e papel e gráfica (-6,8%). Na contramão da tendência geral, as áreas que ampliaram o emprego foram: região Norte e Centro-Oeste (4,8%), Paraná (2,9%), Santa Catarina (2,2%) e Pernambuco (0,9%).

Em nível nacional, o principal impacto negativo para a redução no emprego, frente a julho de 2002, foi o corte de pessoal observado no setor de fabricação de outros produtos da indústria de transformação (-8,2%), seguido pelas indústrias têxtil (-5,8%) e de minerais não metálicos (-6,2%). Por outro lado, as contratações nos segmentos de alimentos e bebidas (1,0%), refino de petróleo e produção de álcool (10,0%) e máquinas e equipamentos-exclusive eletro-eletrônicos e de comunicações (3,2%) foram as mais significativas, porém não conseguiram reverter a tendência de queda do nível do emprego.

No acumulado do ano, o emprego industrial apresentou redução de 0,3%, reflexo da queda em 10 regiões e em 10 ramos industriais. No total do país, os destaques negativos também foram observados na fabricação de outros da indústria de transformação (-8,7%), minerais não-metálicos (-5,1%) e têxtil (-3,3%). No corte regional, região Nordeste (-2,2%) e São Paulo (-0,6%), responderam pelas principais contribuições negativas.