EM DAVOS, ECONOMISTAS ELOGIAM ATUAÇÃO DE MONTI EM RELAÇÃO À CRISE

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Publicado quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 as 17:48, por: cdb

DAVOS, 25 JAN (ANSA) – Economistas elogiaram a atuação do primeiro-ministro italiano, Mario Monti, em relação à crise econômica europeia e, mais especificamente, à crise fiscal da Itália, no primeiro dia do Fórum Econômico Mundial 2012, realizado na cidade suíça de Davos.
   
Prêmio Nobel de Economia em 2011, Michael Spence, disse que acredita que “a Itália tem uma ótima chance de completar a reforma com o novo governo”. Segundo ele, Monti “é uma pessoa muito competente”.
   
Spence afirmou que a Itália começou “um processo de reforma muito amplo, mudando o sistema de pensões e, agora, combatendo a rigidez do mercado de trabalho, diante do qual tem encontrado muita resistência”.
   
Para ele, apesar da Europa ainda estar passar por uma situação “arriscada”, já há uma sensação de “otimismo cauteloso nesse momento”.
   
Por sua vez, o CEO do banco italiano Intesa Sanpaolo SpA, Enrico Cucchiani, disse que parece que “colhemos um sentimento mais construtivo em nível de liderança no continente” e que uma “contribuição importante foi dada por Mario Draghi [presidente do Banco Central Europeu] e Mario Monti, mas também Christine Lagarde [presidente do Fundo Monetário Internacional] está fazendo a sua parte”.
   
De acordo com Cucchiani, são “três pessoas com uma cultura e uma visão global dos problemas e orientadas a focar em temas relevantes sem posições e preconceitos ideológicos”.
   
Apesar disso, para o CEO, “os problemas estão atrás de nós e somente uma ação incisiva e coordenada pode mostrar uma saída no túnel”. Mas, acredita, que “hoje a Itália pode ser parte importante da solução” ao invés de um problema.
   
Já o professor da Universidade de Harvard, Kenneth Rogoff, ex-economista-chefe do FMI, observou que a “Itália é um país grande demais para falir” e que “não será fácil” para o país superar este momento.
   
“É um problema que afeta toda a zona do euro, mas que de alguma forma tocou mais a Itália”, avaliou, acrescentando que o premier Monti “é uma pessoa que conheço há 25 anos e que considero de altíssimo nível”.
   
Por fim, o economista turco Nouriel Roubini declarou ter “muito respeito pelo premier italiano”. “Penso que é um grande líder, é uma pessoa que pode ajudar a Itália”, completou.
   
O problema, segundo ele, é que agora existe uma recessão na zona do euro e para a Itália, infelizmente, aumentar impostos e cortar despesas, só vai piorar a recessão. “A Itália e a União Europeia (UE) precisam de uma política de crescimento”, defendeu. (ANSA)