Eleições no Iraque: ponto positivo pós-Saddam

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Publicado segunda-feira, 31 de janeiro de 2005 as 15:16, por: cdb

As eleições que aconteceram nesse domigo, dia 30 de janeiro, foram como um marco para o povo iraquiano e para todo o Oriente Médio.

 

Há 50 anos não havia eleições para coisa alguma, apenas as mascaradas que sempre acabavam elegendo representantes do Partido Baath, do ex-ditador Saddam Hussein.

 

O número de eleitores que compareceram às urnas foi considerado muito bom e dentro das expectativas otimistas. Num primeiro momento a porcentagem de eleitores que votou foi estimada em 72 por cento, apesar de depois essa previsão foi reduzida para pouco mais de 60 por cento dos eleitores cadastrados.

 

O governo tinha estabelecido a meta de pelo menos 50 por cento dos 13 milhões de eleitores iraquianos cadastrados irem às urnas, para poder avaliar o pleito como bem-sucedido.

 

Como já era esperado, houve ataques e 35 pessoas morreram, número que pode ser até considerado bom, em vista da ameaça da Al Qaeda de matar todos os que fossem votar por considerá-los como “infiéis”.

 

A maioria dos votantes era xiita. Contudo, em bairros sunitas houve sessões que ficaram vazias durante todo o dia. 

 

Aliás, a intenção sunita é de enfraquecer a legitimidade das eleições. Agora os sunitas são minoria e mesmo que comparececem todos às urnas para votar em seus líderes, isso não adiantaria muita coisa frente aos 60% da população formada por xiitas.

 

Por mais que a situação no Iraque, antiga Mesopotâmia, seja caótica nesse momento, há de se aplaudir as eleições, até agora “democráticas e justas”, realizadas depois da queda de Saddam, desde a invasão da Coalizão.

Sem a ocupação, isso não seria possível.

 

Se o rumo do Iraque será o mesmo do Afeganistão, em que o Talibã já retomou o controle de quase todo o território, exceto Cabul, isso só será elucidado quando as tropas de Bush deixarem o país.

 

As perspectiva