Efeito bin Laden: US Airways pede concordata após 11 meses do 11 de Setembro

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Publicado segunda-feira, 12 de agosto de 2002 as 14:32, por: cdb

O US Airways Group Inc. entrou com pedido de concordata neste domingo, afirmando que continuará a operar enquanto tenta reestruturar suas finanças a fim de deixar essa proteção legal no início do próximo ano.

“Esse esforço é em nome de nossos clientes, funcionários e da comunidade à qual servimos, enquanto procuramos retificar as finanças da empresa e retornar à lucratividade”, declarou em uma nota o presidente e executivo-chefe (CEO) da companhia, David Siegel. Siegel acrescentou que a US Airways manterá os vôos para as mais de 200 cidades que atende.

O programa de milhagem e o cartão de crédito com os nomes da companhia e do Bank of América também continuarão em vigor.

A US Airways afirmou que seus 40 mil funcionários receberão salários e todos os outros benefícios programados, e seus fornecedores e prestadores de serviços serão pagos em dia.

A companhia afirma ter conseguido garantir um “financiamento para devedor” da ordem de 500 milhões de dólares junto a um grupo liderado pelo Crédit Suisse First Boston e Bank of America.

A US Airways também receberá um investimento líquido de 200 milhões de dólares do Texas Pacific Group, conforme autoriza a legislação dos Estados Unidos para concordatas.

“Em face do período de incerteza e de dificuldades enfrentado pelo setor, nós estamos impressionados com as importantes medidas adotadas pela administração e os empregados da US Airways para melhorar significativamente sua competitividade”, afirmou Richard P. Schifter, da Texas Pacific.

A empresa vai declarar um patrimônio de 7,81 bilhões de dólares e dívidas de 7,83 bilhões de dólares em uma audiência no tribunal de concordatas de Alexandra, no estado de Virgínia.

Já abalada pela redução nas vendas de passagens para classe executiva, a companhia sofreu novo golpe com a queda generalizada nas viagens aéreas após os atentados de 11 de setembro, fazendo com que a US Airways perdesse quase dois bilhões de dólares no ano passado.

Uma das principais bases da US Airways – o Aeroporto Internacional Ronald Reagan, de Washington – ficou meses parcialmente fechado para vôos comerciais devido às apreensões com a segurança.