Educação tem mais R$ 500 milhões para implantar pacote, diz Haddad

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Publicado terça-feira, 27 de fevereiro de 2007 as 20:16, por: cdb

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que apresentará nesta quarta-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um pacote com ênfase no ensino básico. Não deu detalhes, mas disse que já acertou com a equipe econômica um aumento de R$ 500 milhões no orçamento da pasta e está negociando mais R$ 400 milhões para viabilizar as novas medidas.
 
– São ações na área de gestão educacional. Queremos colocar à disposição dos municípios uma espécie de cesta de produtos que possam implicar melhoria no combate à evasão, instituição dos conselhos escolares, mobilização das famílias -, disse Haddad.

O ministro enfatizou que as ações serão articuladas com outros níveis educacionais, como jovens e adultos e o ensino profissionalizante.

– A ênfase é a educação básica, que experimentou melhoria na quarta série, mas ainda insuficiente para repercutir nos anos finais do ensino fundamental e ensino médio. Vamos romper uma certa tradição do Ministério de aprovar planos de trabalho fragmentados e pontuais para pensar em ações articuladas -, disse.

O último resultado do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) mostrou que o desempenho dos alunos, de maneira geral, piorou nos últimos dez anos. A educação básica compreende os níveis fundamental e médio.

– Está acertado com a área econômica uma suplementação orçamentária ainda para 2007 e há um conjunto de decisões a serem tomadas que podem repercutir em 2007 ou a partir de 2008 -, afirmou o ministro, referindo-se ao Plano Plurianual (PPA) do período 2008-2011.
 
Haddad reconheceu, entretanto, que o orçamento do programa não está fechado e será discutido com outras áreas do governo.

O ministro disse que o pacote pode ser posto em prática tanto em cinco como em dez anos. O cronograma de discussões dentro do governo, segundo Haddad, deve ser definido pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ele acrescentou que o presidente Lula também pretende discutir com educadores as medidas que serão apresentadas.

O ministro admitiu que o problema da educação no Brasil “está longe de ser resolvido totalmente” e que o Fundeb, novo fundo da educação básica (leia mais ao lado), resolve apenas uma “questão pontual”. Daí a necessidade do “plano de desenvolvimento da educação de médio e longo prazo”.