Eduardo Suplicy pede atenção do novo ministro para pesca artesanal no litoral paulista 

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Publicado quinta-feira, 1 de março de 2012 as 12:37, por: cdb

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) sugeriu ao novo ministro da Pesca, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que se reúna com os pescadores do litoral paulista para discutir a preservação da pesca artesanal na região. Em pronunciamento em Plenário nesta quinta-feira (1º), Suplicy citou reportagem do jornal Estado de S. Paulo que revelou a dificuldade enfrentada pelos pequenos pescadores para encontrar peixes no mar de São Paulo.

Intitulada “Cadê o peixe que estava aqui?”, a matéria, publicada no último domingo (26), reúne depoimentos de diversos pescadores das praias de Camburi e Picinguaba para comprovar uma estatística levantada pelo Instituto de Pesca de São Paulo: o volume de pescado desembarcado no estado em 2011 foi o menor dos últimos 45 anos – cerca de 20,5 mil toneladas, 20% menos que há 10 anos e 60% menos que há 20 anos.

Para os caiçaras (habitantes das zonas litorâneas), a ausência de peixes é resultado da pesca em grande escala, com alta tecnologia, feita em mar aberto, onde os barcos pequenos da pesca artesanal não conseguem chegar.

Um exemplo do colapso na pesca de algumas espécies, segundo a reportagem, ocorreu com a sardinha-verdadeira (Sardinella brasiliensis). Um dos principais recursos pesqueiros das regiões e Sul e Sudeste, teve produção na década de 70 de mais de 200 mil toneladas. Em 1990, caiu para 32 mil. Em 2000, despencou para 17 mil toneladas.

– Quero sugerir ao novo ministro da Pesca que ele possa fazer uma reunião com esses pescadores, pois eles estão dizendo da importância de contar com a ajuda do Ibama e dos estudos do Ministério para preservar a pesca artesanal – declarou o senador, lembrando que muitos dos caiçaras vivem na região há várias gerações.

Eduardo Suplicy também sugeriu ao ministro estudar a possibilidade de ampliar o projeto de produção de vieiras, molusco pouco comum em São Paulo, iniciado na região com financiamento do Ministério da Pesca. O negócio surgiu como alternativa economicamente viável à pesca artesanal, cada vez menos produtiva do litoral paulista, e pode assegurar a sobrevivência dos pescadores desses pescadores.

Da Redação / Agência Senado