Edílson exalta liberdade dos jogadores

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Publicado terça-feira, 21 de outubro de 2003 as 13:05, por: cdb

Enquanto uma parte considerável da torcida do Flamengo não aprova a gestão do presidente Hélio Ferraz, o atacante Edílson parece estar em lua-de-mel com a diretoria do clube, apesar de os salários continuarem atrasados. Isso porque os jogadores são sempre ouvidos na Gávea, o que é raro no mundo do futebol, segundo o Capetinha.

“Em lugar nenhum vi isso. Os jogadores têm liberdade para conversar com a diretoria, que nos deixa à vontade para dar opiniões. Agradando ao jogador, tudo tem 80 por cento de chance de dar certo”, diz Edílson, dando como exemplo a escolha do substituto de Oswaldo de Oliveira.

“Pedimos o Waldemar e deu certo no primeiro jogo. Agora precisamos de uma seqüência de bons resultados, senão a pressão da torcida será maior ainda. Normalmente, o jogador é muito desleixado. Vivemos num país democrático e provamos que a democracia pode prevalecer”, completa.

O atacante aproveitou o ensejo para revelar um segredo do mundo do futebol. “Quando um treinador consegue ter um grupo que jogue para ele, tem que soltar fogos todos os dias. É mais fácil um grupo disposto a derrubar o técnico do que ajudá-lo”, disparou.