Edílson ainda tem vínculo com o Kashiwa Reysol

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quinta-feira, 6 de fevereiro de 2003 as 13:53, por: cdb

A rescisão de contrato do atacante Edílson com o Kashiwa Reysol, do Japão, ainda não aconteceu. O Cruzeiro, que ainda tem vínculo com o jogador e seria o informado em caso de quebra do compromisso, explica que o Capetinha se desentendeu com a diretoria do clube japonês, após receber uma multa por atraso na reapresentação.

“Na verdade não houve rescisão de contrato. O que aconteceu foi a sua apresentação retardada. Seria no dia 24 de janeiro, ele chegou dois dias depois e o Kashiwa, que havia avisado antes, aplicou uma multa pesada. O Edílson não concorda com essa multa e pediu rescisão de contrato”, informou o assessor de imprensa do Cruzeiro, Valdir Barbosa.

Para a quebra de contrato, o clube japonês pediu que o jogador devolvesse a metade do US$ 1 milhão recebido de adiantamento, o impasse foi criado e Edílson voltou ao Brasil. “Como ele havia recebido um adiantamento para jogar no Japão, eles querem que devolva US$ 500 mil e o Edílson não concorda”, disse o assessor cruzeirense, acrescentando que o atacante pentacampeão mundial está em Salvador.

Barbosa prosseguiu dizendo que o empresário brasileiro radicado no Japão, Teodoro Constantin, intermediário do empréstimo de Edílson ao Kashiwa, tentará demover o jogador da idéia de rescindir o contrato. O Teodoro já nos informou que vem ao Brasil nas próximas horas para tentar fazer o Edílson mudar de idéia e levá-lo de volta ao Japão”, contou o assessor.

Barbosa reiterou que a volta de Edílson à Toca da Raposa ainda não foi discutida por diretoria e comissão técnica do clube. Os direitos federativos do atacante foram repassados ao Cruzeiro pelo Flamengo apenas para que o empréstimo ao Kashiwa pudesse ser concretizado, em julho de 2002. Naquela época, o Capetinha estava emprestado à Raposa.

“Ele realmente está preso ao Cruzeiro até o final do empréstimo ao Kashiwa, porém existe uma cláusula que determina sua transferência imediata ao Flamengo, caso ele retorne do Japão. É um caso complexo”, observou Valdir Barbosa. “Em momento nenhum foi discutida a volta do Edílson”, acrescentou.

O diretor de Futebol do Cruzeiro, Eduardo Maluf, considera difícil a volta de Edílson ao clube celeste, especialmente em função do elevado salário do atacante. “É um jogador que a torcida gosta, que se deu bem aqui, e se tivermos possibilidade de trazê-lo não vamos medir esforços, mas não tem nada oficial e, particularmente, acho muito difícil um possível retorno”, afirmou o dirigente.