Economista norte-americana diz que auditoria da dívida externa é pedagógica

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Publicado quinta-feira, 27 de janeiro de 2005 as 15:53, por: cdb

– É preciso que as pessoas entendam quem deve a quem – diz a economista norte-americana Beverly Keene, uma das principais figuras no Fórum Social Mundial (FMS) da campanha pelo não pagamento da dívida externa pelos países em desenvolvimento.

– Nós somos os credores – defende.

Kenne explica que a maior parte dos empréstimos foram feitos menos porque os países precisavam de dinheiro, e mais porque os próprios credores necessitavam emprestar, para lucrar com juros. Ela, que viveu na Argentina os últimos 20 anos, conta que lá o governo continua pagando cerca de metade dos juros da dívida:

– Mesmo com 60% das pessoas abaixo da linha da pobreza.

Além do caráter educativo, a economista diz que há também o objetivo organizativo.

– Vale pouco se sabemos que somos os verdadeiros credores e não fazemos nada. Temos que nos unir para cobrar o que é nosso – termina.