Dólar fecha na menor cotação desde julho e Bovespa tem volume recorde

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Publicado quarta-feira, 8 de outubro de 2003 as 21:02, por: cdb

O dólar comercial chegou ao final da sessão desta quarta-feira em queda de 0,41% em relação ao fechamento desta terça-feira, comprado a R$ 2,845 e vendido a R$ 2,847. Trata-se da menor cotação para venda desde 4 de julho, quando a moeda ficou a R$ 2,84. A Bovespa subiu 1,92%, a 17.804 pontos, com o maior giro em quase quatro anos.

A expectativa de que o Brasil possa aproveitar a forte queda do risco-país para uma nova emissão de títulos e de que as agências de classificação de risco melhorem a nota do País aumentou o otimismo dos mercados.

Resumo do dia

Dólar – Durante o dia, a máxima cotação atingida pela moeda norte-americana foi R$ 2,858 e a mínima, R$ 2,84, ambas na ponta de venda.

Bovespa – O volume financeiro foi de aproximadamente R$ 1,5 bilhão – o melhor desde 13 de janeiro de 2000, excluindo-se dias com operações especiais, como leilões e vencimento de opções e índice. As apostas na melhora do rating brasileiro (classificação feita por agências de risco sobre a capacidade do País de honrar suas dívidas) aumentaram depois que a Moody`s elevou a classificação da Rússia para “grau de investimento”.

Risco Brasil e C-Bond – O risco-país rondou patamares que não eram vistos há mais de cinco anos e fechou em queda de 2,53%, para 616 pontos. O C-Bond, o principal título da dívida externa do Brasil, subiu 0,67%, negociado a US$ 0,935.

Petróleo – O barril de petróleo Light Sweet Crude, negociado em Nova York, com entrega para novembro, recuou US$ 0,60, cotado a US$ 29,81 no fechamento da sessão. Em Londres, o barril de referência tipo Brent, com entrega para dezembro, caiu US$ 0,34, vendido a US$ 28,20.

Juros – As taxas projetadas para os contratos de juro futuro negociados na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) terminaram a sessão em queda, com a crescente expectativa de que o Brasil terá sua classificação melhorada em breve.

Wall Street – As bolsas de valores dos Estados Unidos terminaram em baixa, interrompendo uma sequência de cinco dias de valorização. O índice Dow Jones recuou 0,25% para 9.630 pontos, e o termômetro tecnológico Nasdaq caiu 0,74%, a 1.893 pontos.

Europa – A maioria das bolsas encerrou com discreta valorização, divididas entre preocupações com a força do euro e o otimismo gerado por previsões positivas da SAP. Entre os principais mercados, Londres fechou praticamente estável, com oscilação negativa de 0,08%, a 4.269 pontos; Frankfurt avançou 1,18%, para 3.395 pontos, e Madri subiu 0,44%, a 6.924 pontos. 

Ásia – As praças acionárias encerraram sem tendência comum, divididas entre elevações de ratings dos países da região e cautela antes da divulgação de lucros corporativos. Em Tóquio, o índice Nikkei cedeu 2,57%, para 10.542 pontos, após o governo informar uma queda de 4,3% nas encomendas de máquinas do Japão.