Dólar e ações oscilam em dia de indecisões no mercado

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Publicado quinta-feira, 3 de novembro de 2016 as 15:16, por: cdb

Na véspera, o banco central norte-americano (FED, na sigla em inglês) manteve os juros sobre o dólar. Mas sinalizou fortemente que pode elevar a taxa em dezembro, com a economia ganhando fôlego. A diretoria do FED também expressava mais otimismo de que a inflação está se movendo na direção da sua meta de 2%

 

O mercado de câmbio e o iBovespa oscilaram, nesta quinta-feira, diante das incertezas no horizonte internacional
O mercado de câmbio e o iBovespa oscilaram, nesta quinta-feira, diante das incertezas no horizonte internacional
Por Redação – de São Paulo

 

O mercado acionário brasileiro ensaiava uma recuperação no final da manha desta quinta-feira. Acompanhava o tom positivo em Wall Street, após abertura. Esta, porém, seguia pressionada por ajustes ao movimento de ADRs na véspera e sinalização do Federal Reserve sobre os juros norte-americanos também na quarta-feira.

Às 14h58, no entanto, o Ibovespa descia 2.46%, a 62.302 pontos. Em Nova York, o índice S&P 500 avançava 0,2%, buscando interromper sete sessões de queda.

Na véspera, o banco central norte-americano (FED, na sigla em inglês) manteve os juros. Mas sinalizou fortemente que pode elevar a taxa em dezembro, com a economia ganhando fôlego. A diretoria do FED também expressava mais otimismo de que a inflação está se movendo na direção da sua meta de 2%.

A notícia do Fed e ajustes à queda de vários ADRs (recibos de ações negociadas nos EUA) brasileiros na véspera ajudaram a pressionar a abertura da bolsa local. O Ibovespa recuou 1% na mínima mais cedo.

Do exterior, também segue no foco o cenário eleitoral norte-americano. A disputa acirrada pela presidência do país entre Hillary Clinton e Donald Trump, volta a ficar indecisa. Pesquisas recentes mostrando avanço do republicano a poucos dias da votação, o que causou tensões nos mercados.

A mais recente pesquisa Reuters/Ipsos, no entanto, mostrou a vantagem da candidata democrata aumentando.

Mercado de câmbio

Ainda nesta quinta-feira, o dólar alternava leves altas e baixas, de olho no comportamento da moeda norte-americana no exterior. Os investidores se mantinham apreensivos com a eleição presidencial nos Estados Unidos, marcada para a próxima semana.

Às 10:30, o dólar avançava 0,06%, a R$ 3,2400 na venda, após bater R$ 3,2480 na máxima do dia e R$ 3,2210 na mínima. O dólar futuro tinha leve alta de 0,05%.

No pregão passado, o dólar havia saltado mais de 1,5%, encostando em R$ 3,25, já com a corrida eleitoral norte-americana.

— Hoje, o clima está mais calmo. Mas o mercado está acompanhando essas eleições bem de perto — comentou um profissional da mesa de câmbio de uma corretora.

Política econômica

Recentes pesquisas de intenção de voto mostraram perda de fôlego da candidata democrata Hillary Clinton frente ao seu adversário republicano Donald Trump, considerado muito radical e que tem deixado os mercados financeiros globais preocupados com possíveis mudanças na política econômica que poderia adotar caso vença a disputa.

Nesta manhã, duas novas pesquisas mostraram que Hillary tinha leve vantagem sobre Trump.

No mercado externo, o dólar cedia ante moedas de países emergentes, como a lira turca, peso chileno e até mesmo ante o peso mexicano, uma das moedas mais afetadas pela disputa eleitoral nos Estados Unidos.

Segundo levantamento Reuters/Ipsos, divulgado na véspera, a vantagem da democrata estava voltando a seis pontos percentuais, a mesma que tinha antes do anúncio do FBI relacionado ao seu uso de um servidor particular de emails.

Swap cambial

Na véspera, quando os mercados brasileiros estiveram fechados por conta do feriado de Finados, o Federal Reserve, banco central norte-americano, decidiu não mexer na sua taxa de juros, como amplamente esperado, sinalizando que deve elevá-la no encontro de dezembro.

O Banco Central brasileiro vendeu nesta manhã o lote integral de 5 mil contratos de swap cambial reverso, equivalente à compra futura de moeda.