Dior e Yamamoto esquentam segundo dia de desfiles de Paris

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Publicado sexta-feira, 7 de março de 2003 as 14:59, por: cdb

Pelo que se viu da coleção da grife Christian Dior nos desfiles da semana de moda de Paris, o próximo inverno será “quente”.

A coleção outono-inverno da grife trouxe peças em vinil vermelho e preto colado ao corpo. Além disso, vieram saias e calças amarradas com lenços e muita superposição e fendas, tudo exibido por modelos que desfilaram com sapatos altíssimos. O erótico número 69 foi visto como estampa de várias peças.

John Galliano, estilista da casa, continua explorando os volumes. Um casaco de couro branco de mangas tipo quimono parece inflado com hélio. A mesma impressão dá outro casaco de tafetá de seda cáqui, combinado a um vestido de organza estampada esvoaçante.

Os blazers de cetim e organza bordados em cores laranja clara, rosa ou branco vieram perfeitos para sair à noite, assim como um vestido branco plissado ao estilo Marilyn Monroe. Para os longos propõe duas opções: vestidos de organza estampados e vaporosos ou um vestido preto e branco com corte assimétrico.

O ambiente é mais rústico para Y’s, a segunda marca de Yohji Yamamoto. O estilista japonês abriga as mulheres em grossos pulôveres de lã com saias grandes ou calças justas ao corpo. Para as que preferem uma moda mais refinada há tecidos delicados e até renda com crochê.

Yamamoto propôs casacos e jaquetas de lã preta adornada com pequenos laços vermelhos e também recorreu ao jogo bicolor nos conjuntos, nos quais predominaram o cinza e o preto.

Já Naoki Takizawa criou para a Issey Miyaké uma moda de inverno inspirada na decoração de interiores. “O que aconteceria se os motivos de decoração de uma casa fossem usados para fazer roupa?” A pergunta parece disparatada, mas a resposta de Nakizawa não. Cortinas, papel de parede, tapetes e até parquês fazem parte de sua coleção, que mistura com bom gosto listras, quadrados, estampas floridas, acolchoados e drapeados.

Outra coleção muito criativa foi a de Olivier Theyskens, estilista da Maison Rochas, que explorou as proporções. Os terninhos assinados por Theyskens vieram com superposições de renda, cetim ou veludo. As costas ganharam volume graças a leves franzidos. As mangas apareceram com bocas largas, os tecidos se avolumaram, formando camadas.