Dilma critica neoliberalismo no Fórum Social Mundial

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Publicado sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 as 11:49, por: cdb

A presidenta Dilma Rousseff foi recebida, ontem, no Fórum Social Mundial com efusão. No Ginásio de Esporte Gigantinho – lotado com 5 mil pessoas – não faltaram as saudações: “Dilma Guerreira da Pátria Brasileira” e “Olê olê olê olê, Dilma, Dilma”.

Em sintonia com a plateia, ela foi dura em seu discurso. Criticou o neoliberalismo e o risco que a democracia corre devido à sua crise, principalmente na Europa, onde os países do Velho Continente  estão recorrendo a fórmulas falidas para tentar combatê-la.

A presidenta referiu-se explicitamente ao recuo “particularmente cruel” nos direitos trabalhistas e sociais que são nos países ricos. Para ela, tais medidas, além da indignação geral, alimentam o autoritarismo e a xenofobia. “A dissonância entre a voz do mercado e a voz das ruas parece aumentar cada vez mais nos países desenvolvidos, colocando em risco não apenas conquistas sociais, mas a própria democracia”, alertou.

O exemplo da América Latina

Dilma Rousseff, por outro lado, exaltou a postura do Brasil e da América Latina ante a crise mundial. Segundo a chefe de governo, o avanço econômico que vivemos é resultado de uma grande luta do povo e do governo, ao contrário do que foi o “milagre econômico”, da ditadura militar.

Para a presidenta, a região tem um papel importante. “Foi capaz de provar que um outro mundo é possível”, disse ela parafraseando o slogan do Fórum.

A presidenta voltou a defender o reconhecimento da Palestina pelas Nações Unidas, como já o fez na abertura da Assembleia Geral da ONU, em setembro do ano passado. E não se furtou a mencionar a importância dos países emergente BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e de sua luta por uma “nova ordem mundial multipolar”. Nessa linha, afirmou que o governo continuará investindo nas relações Sul-Sul, ou seja, com países em desenvolvimento.

Desatando o nó da exclusão social

Tanto Dilma Rousseff quanto os presentes nas arquibancadas evocaram o ex-presidente Lula, que também compareceu ao Fórum quando presidia a nação. Segundo ela, seu antecessor foi o responsável por começar a fazer o Brasil a “desatar o grande nó” da exclusão social. E concluiu:“Foi a esperança que moveu a minha geração. Valeu a pena”.